quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

DOR LOMBAR

DOR "DA OU NA" COLUNA
LOMBAR
Importância do DiagnósticoConsiderações geraisA dor lombar é uma entidade comum em adultos acometendo adolescentes e em menor proporção crianças. Entre os distúrbios dolorosos que acometem o homem é muito freqüente, com incidência apenas menor que a cefaléia. A incidência é de aproximadamente 5 % ao ano, sendo que em alguma fase da vida 80% dos indivíduos terão dor lombar. Ela é classificada em aguda e crônica. É considerada aguda quando apresenta duração inferior a um mês e resultante de uma patologia médica destituída de gravidade. Caso a dor persistir por até ou mais de seis meses, é considerada crônica e representa 1% a 5% dos casos. Quando ocorrer compressão de nervos das regiões lombares e sacras esta situação denomina-se ciática, sendo observada em até 40% dos indivíduos ao longo da vida. Em 85% dos pacientes, o diagnóstico é sindrômico, ou seja, a estrutura responsável pela dor da coluna não é identificada.Entre as principais causas de dor aguda temos: hérnia de disco, fraturas de corpos vertebrais, estiramento muscular ou ligamentar e doenças das articulações interapofisárias posteriores. Estas dores poderão em sua evolução se cronificar. As dores crônicas são de várias causas e entre as mesmas temos:• mecânico-posturais (posturas viciosas, obesidade, gravidez, esforços repetitivos, seqüelas neurológicas).• degenerativas (estenose do canal vertebral, artrose das articulações interapofisárias posteriores, ossificação ligamentar idiopática), • congênitas ( cifoescoliose, lordoses, espondilolistese - escorregamento de um corpo vertebral sobre outro).• inflamatórias (espondilite anquilosante, espondiloartropatias, artrite psoriática, artrite reativa, artrite reumatóide juvenil),
• infecciosas (bacterianas e micóticas), tumorais (metástases ósseas, mieloma múltiplo), metabólicas (osteoporose) • psicológicas (fibromialgia e dor miofascial) É importante salientar que doenças em estruturas nas proximidades da coluna também podem causar dor na região lombar, como observado nas seguintes doenças: aneurisma de aorta, úlcera duodenal perfurada, pancreatite aguda, calculose renal, doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, ileíte regional), ginecológicas (endometrioses, útero retrovertido, tensão pré-menstrual) prostatite e doenças inflamatórias pélvicas.Alguns fatores contribuem para a dificuldade na abordagem das lombalgias e lombociatalgias:• Incompatibilidade entre os achados clínicos e os exames de imagem;• Dificuldade em se determinar o local que deu origem à dor, em parte decorrente da complexidade da inervação da região;• As contraturas musculares não se acompanham de uma lesão demonstrável ao exame histológico;• Dificuldade na interpretação dos fenômenos dolorosos.É importante conscientizar o paciente dos fatores de risco que podem promover dor de coluna, dos quais destacamos os principais: • Idade; • estilo de vida (vida sedentária e tabagismo); • exercícios inapropriados ou a não realização dos mesmos; • sobrepeso e obesidade;• desobediência às regras básicas de postura; • já ter apresentado dor previamente. A recorrência é comum e estudos demonstraram que após um ano de tratamento apenas 21% dos pacientes se apresentavam em remissão. Os outros, em sua maioria, não seguiram as orientações quanto aos fatores de risco, apresentavam problemas relacionados ao trabalho ou psicológicos, particularmente a depressão.DIAGNÓSTICOÉ importante ressaltar que em aproximadamente 80% dos casos o diagnóstico se estabelece por meio de uma avaliação clínica do adequada do paciente, que inclui história clínica completa, antecedentes pessoais, familiares e psicológicos, interrogatório sobre os diversos aparelhos e exame físico completo, exame do aparelho locomotor inclusive o exame neurológico, segundo resolução número 1627/2001 do Conselho Federal de Medicina, autarquia que regulamenta a prática da medicina.
O médico deve permanecer atento para os sinais relacionados a dor lombar de origem psicossomática. Nessa situação deve-se ter em consideração os seguintes aspectos:• a irradiação da dor não apresenta uma distribuição anatômica correspondente à raiz nervosa comprometida;• exame físico de dor lombar, que caracteriza simulação;• discrepância na pesquisa de sinais de compressão nervosa, estando o paciente sentado ou deitado. Na maioria dos casos a dor lombar se resolve satisfatoriamente; porém existem situações em que os seus sinais e sintomas podem ser um alerta de que o paciente possa ter doenças que durante sua evolução coloque-o em risco de vida, fazendo-se necessário um diagnóstico precoce e preciso. É obrigatório que o paciente seja informado e conscientizado a respeito de seus problemas. Ele deve ter participação ativa no raciocínio médico que envolve o seu caso, sendo que o médico deve se assegurar que foi compreendido. Os fatores de risco devem ser claramente colocados. Isto possibilitara uma melhor compreensão e aderência por parte do paciente ao tratamento.Assim sendo, para que se seja realizado um diagnóstico precoce, preciso e rápido com relação custo benefício satisfatório, é necessário que o profissional que se proponha a cuidar desta afecção, tenha conhecimento e experiência em doenças do aparelho locomotor, clínica médica e neurologia, bem como discernimento em solicitar e interpretar exames auxiliares, de imagem e laboratoriais.A historia natural da dor aguda da coluna lombar (lombalgia aguda) é de uma evolução media de 14 a 30 dias, sendo que 89% dos pacientes se recuperam neste período e retornam ao trabalho e para as suas atividades normais.Já a síndrome da dor lombar crônica, apresenta características próprias entre as quais destacamos principalmente os problemas psicosociais, em especial depressão maior, ansiedade, abuso de drogas e álcool, medo exagerado, falta de atividade física falta de condicionamento físico, problemas familiares, disfunção sexual, dificuldade de relação no trabalho, desemprego, busca de benefícios previdenciários, entre outros.
Em aproximadamente 1,5% dos casos, os pacientes descrevem sintomas radiculares verdadeiros, resultantes da compressão de uma ou mais raízes nervosas, conhecido como ciática. Em indivíduos jovens até aproximadamente 55 anos de idade, são de causas mecânicas, principalmente a hérnia de disco e naqueles acima desta idade, são de causa degenerativa, particularmente a estenose de canal.Naqueles casos em que a ciática é devido à hérnia de disco, no mínimo 95% dos mesmos melhoram com tratamentos clínico, em um período de 02 a 08 semanas, não sendo necessário tratamento cirúrgico.A indicação cirúrgica deve ser criteriosa, após a realização do tratamento clínico , por um período de 06 a 12 semanas, levando em conta todos os fatores de risco do paciente, a fim de se obter os melhores resultados. Nos casos de ciática devido à estenose de canal sintomático, 80% dos casos apresentam boa evolução com tratamento clinico com tempo de segmento mínimo de 4 anos, sendo que a cirurgia somente deve ser indicada na falha do tratamento clinico com critérios rígidos.Em conclusão, o tratamento dos pacientes portadores de dor da coluna lombar, deve ser fundamentado na medicina baseada nas melhores evidências científicas associada à experiência adquirida pelo profissional responsável ao longo dos anos.

ASPECTOS PSICOLÓGICOS - TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E DOR CRÔNICA1 - FATORES PSICOLÓGICOS PODEM PROVOCAR HÉRNIA DE DISCO? Não, pois a hérnia de disco é provocada por um conjunto de fatores orgânicos e "mecânicos" que determinam o enfraquecimento das estruturas do disco intervertebral e conseqüentemente sua rotura. No entanto, isso não exclui a presença de alterações psicológicas em uma pessoa portadora de hérnia de disco. 2 - HÉRNIA DE DISCO PROVOCA DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS?
Ocasionalmente sim, particularmente nos quadros de dor crônica. A dor persistente é capaz de provocar distúrbios psicológicos, por interferir negativamente nas atividades normais das pessoas, limitando-as. A dor crônica muitas vezes é acompanhada de quadros de ansiedade e de depressão. 3 - ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS INTERFEREM NO TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO? Dependendo da sua intensidade e duração, tanto a ansiedade como a depressão pode influir no resultado do tratamento. Quando as alterações são de curta duração, prejudicam a atividade do paciente e este tem o real desejo de voltar rapidamente à normalidade, as alterações psicológicas tendem a desaparecer com o tratamento da causa da dor. Por outro lado, paciente com dor crônica, deprimido, afastado do seu trabalho e das atividades normais, pode criar um vínculo de dependência com familiares, cuidadores e com a própria dor crônica, da qual não querem ou não podem sair com facilidade. Nestes casos o tratamento deve ser mais abrangente e não se restringir à remoção da causa da dor. 4 - COMO SE TRATA A DOR CRÔNICA ASSOCIADA A FATORES PSICOLÓGICOS? Os resultados do tratamento são muito mais eficazes quando é feito de forma integrada, envolvendo vários profissionais. Além do tratamento da hérnia de disco e da conseqüente compressão radicular, são abordados outros aspectos físicos que provocam dor, juntamente com a ansiedade e depressão. Utilizam-se medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico e comportamental, procurando eliminar ou controlar todos os seus fatores causais. 5 - EXISTEM OUTRAS ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS, ALÉM DA ANSIEDADE E DA DEPRESSÃO, QUE PODEM INTERFERIR NO TRATAMENTO DA HÉRNIA DE DISCO?
Sim. Nos estudos científicos destes fatores, destaca-se aquele que envolve a presença ou não de alguma forma de compensação pela existência da dor. Sendo esta um fenômeno subjetivo, difícil de mensurar e mesmo de comprovar, pode-se estar diante de uma série de variáveis de difícil controle. Pessoas diferentes reagem de modo diverso a uma mesma causa de dor e até de uma mesma intensidade de dor. Pessoas acostumadas a sofrer traumas, como atletas, trabalhadores em indústria pesada, policiais e soldados, reagem muito menos e aparentemente sentem muito menos dor do que pessoas em atividades manuais delicadas ou atividades intelectuais. Uma mesma pessoa pode reagir de modo muito diferente em situações extremas: em um acidente grave pode não sentir dor alguma e, por outro lado, sentir dor intensa numa simples queimadura ao tocar uma chaleira quente. Há também diferenças culturais relacionadas a dor. Quando há formas de compensação pela presença de dor, como ocorre nas indenizações por acidentes de trabalho, freqüentemente encontram-se pacientes que jamais melhoram, independentemente da forma de tratamento utilizado. Nestes casos, pode ocorrer tanto a persistência de fato da dor como uma simulação da mesma. A sua diferenciação é difícil, mas é possível. De qualquer modo, sabe-se, há tempo, que as indenizações por acidentes de trabalho são um fatores muito importante no insucesso do tratamento da dor causada por hérnia de disco.

6 comentários:

  1. parabéns pelo site eu me enquadro como portdora de dor lombar crônica dor e parestesia hernia discal l5 e s1 . Atualmente estou afastada do meu trabalho e sem receber inss QUE não quer pagar o auxílio doença e ainda pede para fazer exercício na perícia sendo estou radilopatia na perna esquerda é absurdo.

    ResponderExcluir
  2. fiz uma tomografia deu uma hernia discal e um abaulamento difuso em l4 l5 depois fiz uma resonancia deu espondiloartropatia degenerativa e descompatia degenerativa estou com medo porque doi muito espero resposta obrigado?

    ResponderExcluir
  3. OLÁ, VOCÊ NÃO DEVE TEMER NADA, O QUE VC TEM É HERNIA DE DISCO O QUE REALMENTE DOI, PORÉM, COM TRATAMENTO CERTO E FISIOTERAPIA, VC PODE TER UMA VIDA BASTANTE PERTO DO NORMAL.
    SE CUIDE E NÃO ADIE TRATAMENTO, O RESTO DO LAUDO É NORMAL, ARTROSE, QUE HOJE A MAIORIA TEM MESMO CEDO, DEVIDO A ALIMENTAÇÃO , FALTA DE CONDICIONAMENTO FÍSICO E ETC, SE CUIDE SEM ENCUCAÇÃO E CUIDADO COM INDICAÇÕES DE CIRURGIA, TENTE TUDO ANTES
    BOA SORTE

    ResponderExcluir
  4. Tenho 19 anos e sou um atleta de fim de semana.
    Bom,há aproximadamente um mês eu chutei uma bola com força,no ato do chute senti um pequeno estalo na região lombar.Bom a partir daí começei a sentir uma dor muito forte na região lombar.Fiqei duas semanas em repouso até a dor desaparecer.Achei que a minha lesão já havia se curado,porém Quando eu voltei a jogar bola,no primeiro toque que eu dei na bola voltei a sentir a dor, o que eu devo fazer? Obrigado.

    ResponderExcluir
  5. Há dias estou sentindo dor lombar, coloco massageol, tento dormir em colchões mais firmes, tomo antiflamatório ,mas não passa, até minha musculação já faz uma semana que não vou. Qual exame eh o mais indicado para que eu possa reverter essa dor? obrigada

    ResponderExcluir
  6. Meu esposo sente uma dor cronica no final da coluna, acima das nádegas. Alivia um pouco mais quando eu dou massagem. E ele pede para que faça peso em cima do local, pois alivia mais. Poderia se caracterizar uma lombalgia? O que faço?

    ResponderExcluir

Obrigada por ter me visitado, volte sempre
Ane Coelho

Daily Calendar

Seguidores

alongamento

alongamento

Notícias

Loading...

Follow by Email

dores e doenças autoimunes

Loading...
Loading...

saúde

Loading...