quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Pernas Inquietas

Pernas inquietas podem indicar síndrome da Folha de S.PauloDurante o dia, o aposentado Cláudio Contesini, 64, sentia uma vontade incontrolável de mexer as pernas. Eram movimentos bruscos, repetidos e que duravam alguns segundos. À noite, sua mulher se queixava de que ele lhe dava pontapés enquanto dormia. Foi assim durante 18 anos.Há sete meses, Contesini encontrou explicação para o problema que tanto o incomodava: síndrome das pernas inquietas (SPI), um distúrbio que atinge até 10% da população mundial com mais de 25 anos.A síndrome se caracteriza, principalmente, pela necessidade de movimentar os membros inferiores. A pessoa sente formigamento, câimbras, puxões, coceiras ou queimação nas pernas, e o alívio só vem com o movimento. O problema se repete durante o sono e, em razão da noite maldormida, a pessoa acorda cansada, irritada e sonolenta.Embora tenha sido descrita há quase quatro séculos, a síndrome é desconhecida por muitos médicos. O caso de Contesini, que havia passado por sete especialistas antes de descobrir o motivo dos movimentos incontroláveis, é um bom exemplo.Segundo o neurologista João Carlos Papaterra Limongi, do Hospital das Clínicas de São Paulo, é comum os pacientes relatarem uma verdadeira via-crúcis por consultórios médicos até iniciarem o tratamento correto. "A pessoa passa por ansiosa, sem paciência, nervosa. Não é um problema neurológico, tem causa biológica", afirma.A causa da síndrome ainda é um enigma. Uma das hipóteses mais prováveis é que o problema esteja relacionado a uma falha na função do neurotransmissor dopamina (um dos responsáveis pelas sensações de prazer e bem-estar). Por isso o tratamento mais comum é com medicamentos que regulam a função dopaminérgica.Com o tempo, afirma o médico, metade dos pacientes tende a piorar. Apresentam, por exemplo, urgência de movimentar outras partes do corpo. Já outros 15% parecem se curar espontaneamente.O diagnóstico da síndrome é baseado na história fornecida pelo paciente. Segundo a reumatologista Evelin Goldenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, é preciso investigar se o distúrbio tem causa primária ou secundária. São indicados exames de dosagem de ferro, de ácido fólico, de uréia e de creatina para verificar a existência de doenças associadas.A fibromialgia, a insuficiência renal crônica, a artrite reumatóide e outras inflamações musculares e da articulação podem provocar sintomas iguais aos da síndrome.Ela afirma que o distúrbio atinge duas vezes mais mulheres do que homens, especialmente aquelas que apresentam deficiências de ferro e ácido fólico em razão de dietas radicais ou da gravidez.Segundo o neurologista Limongi, os pacientes, em geral, procuram um médico porque se constrangem com os movimentos involuntários ou por pressão do cônjuge, que não agüenta mais "apanhar" durante a noite.Um dos instrumentos utilizados para fechar o diagnóstico da síndrome é a polissonografia, exame que registra o que acontece durante o sono, como atividade cerebral, movimentos oculares e contrações musculares.De acordo com Marco Túlio de Mello, professor do Departamento de Psicobiologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o exame indica o número de movimentos e o período em que eles ocorrem. Essas informações ajudarão o médico a definir o tipo e a dosagem de medicamento a serem indicados. Há drogas, por exemplo, que atuam no início do sono, e outras, no final.Segundo ele, durante o sono, é comum um outro distúrbio muito parecido com a SPI: o MPM (Movimento Periódico dos Membros). A diferença é que os movimentos são ritmados e, em geral, só ocorrem quando a pessoa está dormindo. Já a síndrome pode ocorrer durante o dia e os movimentos são aleatórios.Cerca de 30% dos pacientes com MPM também sofrem com as pernas inquietas. Entre quem tem SPI, 70% a 90% apresentam o movimento periódico.

11 comentários:

  1. Mercedes Rodrigues de Souza10 de agosto de 2008 04:52

    Bom dia!

    Trabalho como secretária em um consultório médico, subo e desço escadas o dia todo, e não tenho dor nenhuma, mas á noite qdo me deito, ai vem as dores deixando as pernas inquietas, e eu nervosa, já consultei, ortopedista, vascular, neurologista e ninguém tem a solução.
    Minha mãe, já falecida c/ 74 anos sofreu muito tempo com isto.
    Acredito que a percentagem de pessoas que sofrem com este problema seja bem maiores, do que a indicada.
    Gostaria muito de participar, se houvesse um programa de experimento para a cura,

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  2. Mercedes,
    vc deveria procurar outro neuro, existe medicamento para essa sindrome ,isso nos deixa arrasadas, uma noite mal dormidaé tudo de rium
    se cuide e obrigada por seu relato
    bjks e melhoras

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  3. Eu também sinto muito muita dor , mas somente à noite quando durmo, ou seja, acordo com muita dor e, é na perna esquerda apenas (na cocha).Durante o dia é normal, não doi ando bastante mas quando chega à noite é terrível, pois já sei que doi, acordo várias vezes com a dor.

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  4. já vai algum tempo em que tenho uma dor na barriga da perna esquerda, durante o dia não me incomoda tanto, mas de noite tenho uma dor horrivel que ás vezes até me tira a força da perna toda. Esta noite por exemplo não me deixou dormir quase nada, tive que tomar um análgésico e nem mesmo assim me passou.O que fazer?

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  5. Manuela, procure um neurologista, ele pode te medicar e vc passar a ter uma noite tranquila
    boa sorte

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  6. Bom dia, eu tenho recentemente mas já há umas semana seguidas...umas dores nas pernas, tipo aquelas de crescimento, aliás no início pensava que eram mesmo mas com o passar dos dias, já toua ver que não. Acho que tive esta dor também durante a minha última gravidez que foi há 9 meses atrás.Doí-me as duas pernas nas coxas pela frente e nas 2 barrigas das pernas. É uma dor chata, intensa e continuada e que vai de menor para forte. sabe me dizer o que é. Ontem à noite tomei um Jabasulide Nimesulide mas não adiantou .Acordo de noite com as dores e até me dá volta à barriga por vezes e a dor parece que irradia para as costas.O que será? Eu já durmo tãp mal com a minha pequena de 9meses e agora com isto...Obrigado desde já pela ajuda Ane! Ju

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  7. olá querida, vc tem que procurar um médico, infelizmente não sei o que pode ser, mas com certeza, vc deve estar estressada demais por ter um bebê que não te deixa dormir,e que pode gerar muita dor muscular, tipo espasmos, mas vários patologias podem dar esses sintomas, não descuide um ano novo cheio de saúde bjs

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  8. Também sinto dores , mas somente à noite quando durmo, acordo com a dor na perna esquerda, na cocha e até ao joelho. Durante o dia sentado ou em andamento não a sinto, mas quando estou deitado à noite é muito desagradável, porque a dor não deixa dormir, acordo várias vezes com a dor.

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  9. sinto muitas dores nas pernas quando vou dormi,e quando estou sentada.

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  10. MINHA MÃE TEM MUITAS DORES NAS PERNAS COMO SE FOSE PUXO~ES NÃO DORME A NOITE JÁ FOI EM DIVERSOS MEDICOS E NINGUÉM ACHO SEU PROBLEMA.SERÁ QUE TEM SOLUÇÃO? NÃO SEI OQUE FAZER ELA JÁ TEM 88 ANOS TEM MÉDICO QUE NÃO DA A MINIMA PARA O QUE ELA FALA

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  11. val vc conseguiu resolver minha mãe tem o mesmo problema e nenhum médico sabe dizer o que é?

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Obrigada por ter me visitado, volte sempre
Ane Coelho

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