domingo, 11 de maio de 2008

vacinas

MANUAL DE VACINAS

ÍNDICE

TUBERCULOSE ..................................................................................................................1

HEPATITE B ........................................................................................................................2

POLIOMIELITE (PARALISIA INFANTIL) ............................................................................3

TÉTANO ..............................................................................................................................4

DIFTERIA (CRUPE) ............................................................................................................5

COQUELUCHE (TOSSE COMPRIDA) ...............................................................................5

HAEMOPHILUS INFLUENZAE b .......................................................................................6

SARAMPO ...........................................................................................................................7

RUBÉOLA ...........................................................................................................................7

CAXUMBA ...........................................................................................................................8

FEBRE AMARELA ..............................................................................................................9

VARICELA (CATAPORA) ...................................................................................................9

HEPATITE A ......................................................................................................................10

DOENÇA MENINGOCÓCICA ...........................................................................................11

PNEUMOCOCO ................................................................................................................11
INFLUENZA (GRIPE).........................................................................................................12

CALENDÁRIOS (PNI, SBP E SBIM).................................................................................14




TUBERCULOSE

A Tuberculose continua sendo um dos mais graves problemas de saúde pública em todo o mundo, principalmente em países subdesenvolvidos. Estima-se que cerca de um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, que ataca principalmente os pulmões e outras partes de nosso corpo, como os rins, ossos, cérebro e os olhos.

O Brasil apresenta cerca de 80.000 novos casos por ano, e 5.000 mortes anuais.

Modo de Transmissão – o indivíduo doente, ao tossir, espirrar e falar elimina gotículas com bacilos que podem ser aspiradas, chegar aos pulmões e iniciar sua multiplicação. Enquanto não estiver adequadamente tratado, o doente continua transmitindo o bacilo.

A vacina representa a melhor alternativa para a proteção, principalmente para prevenir formas graves como, por exemplo, a meningite tuberculosa.

Vacina: BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), obtida a partir de cepas de Mycobacterium bovis, vivas atenuadas

Idade para vacinação – Ao nascer, já na maternidade, aplicada no braço direito, por via intradérmica.

Evolução normal da vacina – Duas a quatro semanas após a aplicação, forma-se uma pequena mácula avermelhada, que evolui para um nódulo endurecido, com formação de pústula no centro da lesão ulcerada, deixando uma pequena cicatriz de cerca de 4 a 8 mm., encontrada em cerca de 95% dos vacinados. Caso não haja formação de cicatriz em até 6 meses após a aplicação da vacina ela deverá ser repetida.

Obs.: Não se deve cobrir a úlcera ou colocar qualquer tipo de pomada, creme ou medicamento.


HEPATITE B

A Hepatite B causa um amplo espectro de manifestações, desde formas assintomáticas, doença subaguda com sintomas inespecíficos, hepatite clínica com icterícia (coloração amarelada da pele), infecção crônica, câncer do fígado, até formas fulminantes, fatais.

Quanto menor a idade da criança, mais freqüentes são as formas sem sintomas de infecção. O risco de uma criança, adolescente ou adulto se tornar portador crônico do vírus da Hepatite B, após contrair a infecção, é de aproximadamente 6%. Este risco pode aumentar para até 90% nos casos de recém-nascidos não vacinados, de mães portadoras crônicas do vírus.

Por isso, hoje é recomendada a vacinação universal do recém-nascido como forma de prevenção.

Modo de transmissão – Através do sangue, secreções orgânicas como as de ferimentos, sêmen, secreção cervical, saliva, uso de agulhas contaminadas, contato sexual, etc.

Vacina contra a Hepatite B

Idade para vacinação – Crianças: 1ª dose ao nascer, já na maternidade; 2ª dose 30 a 60 dias após a 1ª, e 3ª dose 6 meses após a 1ª.

Adolescentes e Adultos: 3 doses o quanto antes, seguindo o mesmo intervalo acima.

Reações adversas – Dor no local da aplicação e raramente febre baixa.



POLIOMIELITE (PARALISIA INFANTIL)

A Poliomielite, conhecida também como Paralisia Infantil é uma doença infecto-contagiosa caracterizada por um quadro de paralisia flácida, geralmente nos membros inferiores, de início súbito. A doença apresentava alta incidência em nosso país há alguns anos, deixando milhares de crianças brasileiras com deficiências físicas permanentes.

O uso rotineiro e sistemático da vacina erradicou esta doença no Brasil e em várias regiões do mundo. Desde 1.989 nenhum caso comprovado da doença ocorreu em nosso país.

É preciso, no entanto, que o programa de vacinação seja mantido, para que o vírus da Poliomielite não volte a ser introduzido no país. Este é um exemplo da importância das vacinas para prevenção de doenças.

Modo de Transmissão – De pessoa para pessoa, pela secreção orofaríngea (ao falar, espirrar ou tossir) e também pela água e alimentos contaminados com fezes.

Existem dois tipos de vacinas indicadas na prevenção da poliomielite (paralisia infantil):

Vacina oral (gotinhas) - VOP (vírus vivo atenuado) e

Vacina injetável – VIP (vírus inativado)

Idade para Vacinação – 2, 4, 6 meses, com reforço aos 15 meses. Além disso, recomenda-se que todas as crianças menores de 5 anos recebam anualmente a vacina oral nos dias de campanha.

Reações adversas à vacina – Raramente observamos reações adversas às vacinas contra a poliomielite, entretanto, existe um risco de ocorrência de poliomielite paralítica associada ao vírus vacinal, de aproximadamente um caso/2 milhões de doses distribuídas em crianças vacinadas com a VOP - gotinhas (vacina oral, de vírus vivo). Esse risco não existe com a vacina VIP - injetável (vacina inativada).

Em função da segurança e da eficácia da vacina inativada e de sua presença na composição das modernas vacinas combinadas (tríplice acelular[DTPa]–Hib-Hepatite B-VIP) facilitando a sua aplicação, esta vacina tornou-se nos últimos anos a ideal para a prevenção de poliomielite em locais aonde a doença esteja erradicada. A vacina oral (VOP) continua sendo importante nas campanhas de vacinação.


TÉTANO

O Tétano é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, com alta letalidade, podendo provocar febre, calafrios, espasmos musculares, dificuldade para abrir a mandíbula, podendo progredir para insuficiência respiratória.

Modo de transmissão: A doença não é contagiosa, não sendo transmitida diretamente de um indivíduo a outro. A transmissão ocorre pela introdução dos bacilos em ferimentos com pregos, arames, gravetos, espinhos, instrumentos contaminados, etc.

O Tétano resultante da infecção do cordão umbilical (chamado Tétano Neonatal), é responsável por inúmeras mortes de recém-nascidos, por isso a importância da vacina em gestantes não imunizadas.


Vacina Tríplice (DTP ou DTPa)* para crianças até 6 anos e 11 meses.

Vacina dupla adulto (dT) para crianças acima de 7 anos e adultos.

Idade para Vacinação:

Crianças = 2, 4, 6 meses, 1º reforço aos 15 meses, 2º reforço aos 4 a 6 anos.

Maiores de 15 anos = Um reforço da dupla adulto (dT) ou da nova tríplice acelular para adultos (dTpa) a cada 10 anos por toda a vida.

Reações adversas – Vermelhidão no local da aplicação, inchaço, dor, febre, sonolência e irritabilidade.

*A vacina Tríplice Acelular (DTPa) apresenta um risco de ocorrência de reações adversas significativamente menor que a vacina tríplice clássica (DTP), sendo desta maneira uma opção mais segura e igualmente eficaz.



DIFTERIA

A Difteria é uma doença contagiosa aguda e grave, popularmente conhecida por “crupe”. Caracteriza-se pelo aparecimento de febre, palidez, com presença de placas na garganta, que acabam por obstruir a entrada de ar. Acomete principalmente crianças de até 10 anos de idade.

Anualmente ocorrem 100.000 casos de Difteria com mais de 8.000 mortes ao redor do mundo.

Pessoas não-imunizadas adequadamente encontram-se sob o risco de desenvolver a infecção.

Modo de Transmissão – via aérea, através da tosse, espirros e da fala de pessoas doentes ou portadoras do bacilo.

Vacina Tríplice (DTP ou DTPa)* para crianças até 6 anos e 11 meses.

Vacina Dupla adulto (dT) para crianças acima de 7 anos e adultos.

Idade para Vacinação – 2, 4, 6 meses, 1º reforço aos 15 meses, 2º reforço aos 4 a 6 anos.

Reações adversas – Vermelhidão no local da aplicação, inchaço, dor, febre, sonolência e irritabilidade.

*A vacina Tríplice Acelular apresenta um risco de ocorrência de reações adversas significativamente menor que a vacina tríplice clássica, sendo desta maneira uma opção mais segura e igualmente eficaz.


COQUELUCHE

A Coqueluche, também conhecida popularmente como “tosse comprida”, é uma doença grave e altamente contagiosa. Caracteriza-se pela presença de tosse, inicialmente seca que vai se tornando mais freqüente e intensa, em acessos de difícil controle.

As crianças pequenas, principalmente as com menos de 6 meses, constituem o grupo com maior risco de apresentar formas graves, muitas vezes letais.

Estima-se que ocorram anualmente, no mundo, cerca de 40 milhões de casos com 360.000 mortes e 50.000 sequelas neurológicas, basicamente em crianças menores de 1 ano de idade.

Modo de Transmissão – Contato direto com gotículas em aerossol (tosse, espirro, etc.)

Vacina Tríplice (DTP) clássica ou a Tríplice acelular (DTPa)*

Para crianças de no máximo 6 anos e 11 meses.

Idade para Vacinação – 2, 4, 6 meses, 1º reforço aos 15 meses, 2º reforço aos 4 a 6 anos.

Reações adversas – Podem ser leves como vermelhidão no local da aplicação, inchaço, dor, febre, sonolência e irritabilidade, ou mais graves, em uma pequena parcela dos vacinados, como crise de choro persistente, febre alta ( > 40° C ) e convulsões.

*A vacina Tríplice Acelular (DTPa) apresenta um risco de ocorrência de reações adversas significativamente menor que a vacina tríplice clássica, sendo desta maneira uma opção mais segura e igualmente eficaz.



HAEMOPHILUS INFLUENZAE b

O Haemophilus influenzae b (Hib) é uma bactéria responsável por infecções invasivas, graves (como p. ex. meningite, artrite séptica, epiglotite, pneumonia, celulite, etc.), principalmente em crianças pequenas, nos primeiros anos de vida.

Estima-se que ocorriam anualmente cerca de dois milhões de infecções graves pelo Haemophilus influenzae b no mundo.

Após a introdução da vacina no calendário de imunização de rotina de alguns países, os coeficientes de incidência de doenças invasivas por Hib diminuiram drasticamente (em mais de 95%), destacando a importância desta vacina.

Modo de Transmissão – Contato direto de pessoa para pessoa, crianças que freqüentam creches, pré-escolas, etc.

Vacina contra Haemophilus influenzae b

Idade para Vacinação – Em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses com um reforço* aos 15 meses de idade.

Evolução normal da vacina – febre, dor no local da aplicação, podendo durar de 24 a 72 horas.

Obs.: Crianças entre 1 e 5 anos de idade, que não fizeram o esquema acima, devem receber uma única dose da vacina. Pessoas que retiraram o baço, pós-transplantados, também necessitam receber a vacina x Haemophilus influenzae b, independente da idade.

* A dose de reforço deve ser realizada nas crianças que utilizam as vacinas combinadas com tríplice acelular. Para as crianças que recebem a vacina combinada tetravalente (DPT-Hib), utilizada na rede pública, não se utiliza a dose de reforço.


SARAMPO

O Sarampo é uma doença altamente contagiosa caracterizada pela presença de febre, tosse, conjuntivite, coriza e surgimento de manchas vermelhas na pele (exantema) que se iniciam no rosto e progridem para o tronco, braços e pernas. O sarampo facilita a ocorrência de complicações, como infecções nos ouvidos, laringe, pulmões, etc. com maior gravidade nos primeiros dois anos de vida, em desnutridos e em adultos.

Modo de Transmissão – De pessoa para pessoa através das secreções oro-faríngeas, isto é, ao tossir, falar, espirrar, etc.

Vacina contra Sarampo: combinação de vírus vivos, atenuados de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral).

Idade para Vacinação – Aos 12 meses com a tríplice viral – SCR e a segunda dose com 4 a 6 anos.

Evolução normal da vacina – Febre entre o 4º e o 12º dia após a aplicação, coriza, tosse, e manchas vermelhas no corpo (“sarampinho”), podendo durar de 24 a 72 horas.

A administração da vacina x sarampo em pessoas susceptíveis, até 72 horas após a exposição ao vírus, propicia proteção contra a doença.




RUBÉOLA

A Rubéola é uma doença contagiosa, da infância e adolescência que causa um eritema leve no corpo, febre baixa e aparecimento de gânglios.

Modo de Transmissão – Contato de pessoa para pessoa, através de gotículas de secreções respiratórias (tosse, fala, espirro).

A rubéola é uma doença geralmente benigna, a menos que ocorra em gestantes, principalmente quando no primeiro trimestre de gravidez, pois pode levar à infecção do feto resultando em complicações, tais como surdez, cegueira, cardiopatias congênitas e retardo mental (síndrome da rubéola congênita).

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a vacinação contra a rubéola em todas as puérperas que não tenham história de vacinação prévia, ou doença, com o intuito de evitar o risco, nas próximas gestações, da rubéola congênita, que acarreta graves seqüelas para o recém-nascido.

Vacina contra Rubéola: combinação de vírus vivos, atenuados de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral).

A Vacina (Tríplice viral- SCR) deve ser administrada aos 12 meses de idade, com uma segunda dose com 4 a 6 anos.

Reações adversas – raras em crianças, podendo ocorrer febre entre o 4º e o 12º dia, coriza, vermelhidão no corpo. Em adultos a chance de ocorrer reações como febre, erupções na pele, dores em articulações e aparecimento de gânglios é maior.

Obs.: Se necessário medicar com anti-térmicos que não contenham Ácido Acetil Salicílico.



CAXUMBA

A caxumba é uma doença infecciosa aguda, que se caracteriza por febre, dor e inchaço de uma ou mais glândulas parótidas e ou salivares situadas na boca. A orquite (inflamação nos testículos) é a complicação mais freqüente em meninos após a puberdade, sendo raramente complicada com a esterilidade. Outra manifestação associada relativamente freqüente é a meningite pelo próprio vírus da caxumba.

Modo de Transmissão – Contato de pessoa para pessoa, através de gotículas ao falar e tossir.

Vacina contra Caxumba: combinação de vírus vivos, atenuados de sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral).

Idade para vacinação – Aos 12 meses com a vacina Tríplice viral- SCR e uma segunda dose com 4 a 6 anos.

Reações adversas – Febre entre o 4º e o 12º dia, coriza, e até uma “Caxumbinha” fraca sem maiores seqüelas.

Obs.: Se necessário medicar com anti-térmico que não contenha Ácido Acetil Salicílico.



FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma doença infecciosa de gravidade bastante variável. Inicia-se com febre repentina, calafrios, dores de cabeça, fraqueza, náuseas e vômitos. Após um breve período de aparente melhora, algumas pessoas podem evoluir para uma forma grave, bastante letal, que acomete o fígado e os rins. A febre amarela pode ser urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – o mesmo do dengue, sendo o homem o único reservatório) ou silvestre (transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, sendo os macacos os principais reservatórios). O Brasil só apresenta casos de febre amarela silvestre atualmente.

Modo de transmissão: Através da picada do mosquito infectado

Vacina contra febre amarela: constituída de vírus vivos atenuados.

Idade para vacinação: a partir dos 9 meses. Uma dose a cada 10 anos.

Devem receber a vacina todos os indivíduos que residem em áreas endêmicas (casos em humanos) ou em áreas de transição (circulação do vírus em macacos). Indivíduos que planejam viajar para estas áreas devem receber a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem.



VARICELA (CATAPORA)

A Varicela também é conhecida como Catapora, sendo uma doença altamente contagiosa que ocorre principalmente em crianças menores de 10 anos.

Apesar de ser uma doença relativamente benigna, a Varicela pode ter diversos tipos de complicações, como infecções bacterianas da pele, pneumonias, encefalite, etc., além disso, adultos que desenvolvem a doença costumam apresentar formas mais graves.

Modo de Transmissão – Contato direto de pessoa para pessoa e por secreções respiratórias.

A imunização é considerada a melhor forma de preveni-la. Uma dose da vacina apresenta elevada eficácia na prevenção de formas moderadas e graves de catapora, sendo possível, porém, ocorrer formas leves em crianças vacinadas. A administração da vacina contra Varicela em pessoas susceptíveis, até 72 horas após a exposição ao vírus, propicia proteção contra a doença.


Vacina contra Varicela: composta de vírus vivos, atenuados.

Idade para vacinação: 1 a 12 anos de idade: dose única.

A partir dos 13 anos: 2 doses com intervalo de 30 a 60 dias.

Evolução normal da vacina – As reações podem ocorrer até 42 dias após a aplicação, como: febre, inchaço no local da aplicação, aparecimento de pequenas bolhas vermelhas no local da aplicação ou espalhadas pelo corpo.

Obs.: Nunca utilizar medicamentos que contenham Ácido Acetil Salicílico.



HEPATITE A

A hepatite A é uma doença aguda, auto-limitada, podendo ser assintomática ou manifestar-se através de febre baixa, mal-estar, inapetência, náuseas e icterícia (pele e mucosas amareladas). Entretanto, uma pequena porcentagem dos pacientes (< de 0,1%) pode apresentar uma forma grave, fulminante, potencialmente letal.

Modo de Transmissão: A transmissão da hepatite A ocorre pelo contato direto com um doente ou pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de alguém infectado pelo vírus. A transmissão do vírus começa 15 dias após o contágio, antes mesmo de a pessoa saber que está infectada. Os sintomas aparecem cerca de 30 dias após o contato com o vírus. A transmissão por sangue e derivados é muito rara.

A melhor forma de preveni-la é com a vacinação.

Vacina contra Hepatite A: feita com vírus inativados (mortos).

Idade para vacinação – A partir de 1 ano de idade: em 2 doses, com no mínimo seis meses de intervalo,

Reações adversas – Por se tratar de vacinas com vírus inativados a ocorrência de reações adversas é bastante infrequente. Febre baixa e dor no local da aplicação podem ocorrer.



DOENÇA MENINGOCÓCICA

A doença meningocócica é contagiosa, podendo se manifestar com formas clínicas que vão desde um simples estado de portador da bactéria, sem sintomas, até formas graves com meningite e septicemia, de evolução potencialmente fatal em poucas horas.

A doença meningocócica acomete indivíduos de todas as faixas etárias, porém apresenta uma maior incidência em crianças menores de 5 anos, especialmente nos menores de um ano. Apresenta um caráter sazonal, com predomínio nos meses frios. A letalidade da doença em nosso meio ainda é muito alta, girando em torno de 20%.

Modo de Transmissão – De pessoa para pessoa, por secreções respiratórias, saliva, etc. O maior índice de contaminação é encontrado nas escolas e creches.

Vacina Meningocócica C conjugada e vacina Meningocócica A/C e B/C,

Idade para vacinação – Vacina Meningocócica C conjugada: a partir de dois meses de idade, em duas ou três doses (dependendo do tipo de vacina) ou em dose única a partir de um ano de idade. Recentemente, vêm sendo discutida a necessidade da introdução de uma dose de reforço após 1 ano de idade.

Vacina Meningocócica A/C e B/C: A partir de 2 anos de idade.

Reações adversas – Febre, dor no local da aplicação.

Obs.: Em função do maior risco da doença nos primeiros anos de vida, recomendamos a vacina Meningocócica C conjugada para todas as crianças a partir dos dois meses de idade.

As vacinas Meningocócicas A/C e B/C não têm indicação rotineira, podendo ser usadas apenas em situações específicas.



DOENÇAS CAUSADAS PELO PNEUMOCOCO

(Pneumonia, Meningite, Septicemia)

A infecção pelo pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é a principal causa de otite média em crianças e uma das principais causas de meningite, pneumonia e outras doenças invasivas em crianças e adultos no mundo, e também de mortes que seriam passíveis de prevenção por vacinas.

Modo de Transmissão – De pessoa para pessoa, por via aérea.


Vacinas contra o pneumococo: vacina pneumocócica conjugada 7-V e vacina polissacarídica pneumocócica 23-V

Idade para vacinação – Vacina pneumocócica conjugada 7-v: Indicada apenas para crianças, a partir de 2 meses de idade, com três doses no primeiro ano de vida (com 2, 4 e 6 meses) e um reforço aos 15 meses. Para as crianças que iniciarem a vacinação entre os 7 e os 11 meses, bastam 2 doses com 6 a 8 semanas de intervalo entre elas, com um reforço entre os 12 e os 15 meses. Para crianças que iniciarem a vacinação entre os 12 e os 24 meses devem ser dadas 2 doses com 6 a 8 semanas de intervalo. Acima de 24 meses basta uma única dose.

A vacina é segura e eficaz para a prevenção de doenças invasivas, graves, causadas pelo pneumococo.

Vacina pneumocócica 23-V: indicada para crianças maiores de 2 anos e adultos de determinados grupos de risco (pessoas que retiraram o baço, pacientes pós-transplantados, portadores de diabetes, asma grave, HIV, imunocomprometidos, etc.).

Reações adversas – Vermelhidão e dor no local da vacina e febre até 48 horas após a aplicação. Outras reações como vômitos são mais raras.



INFLUENZA (GRIPE)

A gripe é uma doença aguda, contagiosa, de início abrupto, que ataca as vias respiratórias provocando febre alta, dores no corpo, dores de cabeça e mal-estar geral. Ocorre principalmente nos meses do outono e inverno.

A gripe é causada somente pelo vírus influenza e não deve ser confundida com os resfriados comuns, pois apesar de ser uma doença, na maioria das pessoas, benigna e auto-limitada, podem ocorrer complicações, como por exemplo as pneumonias, podendo provocar até a morte, especialmente em determinados grupos, como os idosos e crianças pequenas.

Modo de Transmissão – De pessoa para pessoa, ao falar, tossir, espirrar, etc.

A melhor maneira de se prevenir da gripe é através das vacinas. As vacinas são fabricadas com pedaços dos vírus mortos, portanto não podem causar gripe. A exemplo do que ocorre com outras vacinas, a doença pode ocorrer mesmo em pessoas vacinadas, porém nestes casos a gripe é mais leve e com recuperação mais rápida do que em não vacinados.

Vacina X Influenza (Gripe):

Idade para vacinação – A partir de 6 meses de idade.

Devem obrigatoriamente receber a vacina os indivíduos com mais de 60 anos e crianças com mais de 6 meses, adolescentes e adultos de qualquer idade que façam parte dos grupos de risco ( portadores de Asma e outras doenças pulmonares crônicas, doenças cardíacas, doenças metabólicas, como o diabetes mellitus, hemoglobinopatias, imunocomprometidos, funcionários de serviços de saúde e pessoas que façam uso crônico de aspirina). Recentemente os EUA incluíram no grupo de risco todas as crianças de 6 a 23 meses de idade. Além destes, podem receber a vacina todos os que desejarem evitar a gripe.

Reações adversas – Pode ocorrer febre baixa, dor no corpo, dor no local da aplicação, desaparecendo entre 24 e 72 horas após a aplicação.

Obs.: Crianças entre 6 meses e 9 anos que nunca receberam a vacina deverão receber 2 doses com um intervalo de 30 dias, sendo que nos anos subsequentes basta uma única dose da vacina anualmente.

A época ideal para a vacinação é no início do outono de cada ano.








Calendário Básico de Vacinação da Criança (PNI)

IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS
Ao nascer BCG - ID dose única Formas graves de tuberculose
Vacina contra hepatite B (1) 1ª dose Hepatite B
1 mês Vacina contra hepatite B 2ª dose Hepatite B
2 meses
VOP (vacina oral contra pólio) 1ª dose Poliomielite ou paralisia infantil
Vacina tetravalente (DTP + Hib) (2) 1ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
4 meses VOP (vacina oral contra pólio) 2ª dose Poliomielite ou paralisia infantil
Vacina tetravalente (DTP + Hib) 2ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
6 meses VOP (vacina oral contra pólio) 3ª dose Poliomielite ou paralisia infantil
Vacina tetravalente (DTP + Hib) 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
Vacina contra hepatite B 3ª dose Hepatite B
9 meses Vacina contra febre amarela (3) dose única Febre amarela
12 meses SRC (tríplice viral) dose única Sarampo, rubéola e caxumba
15 meses VOP (vacina oral contra pólio) reforço Poliomielite ou paralisia infantil
DTP (tríplice bacteriana) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche
4 - 6 anos DTP (tríplice bacteriana 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche
SRC (tríplice viral) reforço Sarampo, rubéola e caxumba
6 a 10 anos BCG - ID (4) reforço Formas graves de tuberculose
10 anos Vacina contra febre amarela reforço Febre amarela


(1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30 dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.

(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.

(3) A vacina contra Febre Amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residem ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.

(4) Em alguns estados, esta dose não foi implantada. Aguardando conclusão de estudos referentes a efetividade da dose de reforço.


Calendário de Vacinação do Adolescente (1) – (PNI)

IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS
De 11 a 19 anos (na primeira visita ao serviço de saúde) Hep B 1ª dose Contra Hepatite B
dT (2) 1ª dose Contra Difetria e Tétano
FA (3) dose inicial Contra Febre Amarela
SCR (4) dose única Contra Sarampo, Caxumba e Rubéola
1 mês após a 1ª dose contra Hepatite B Hep B 2ª dose contra Hepatite B
6 meses após a 1ª dose contra Hepatite B Hep B 3ª dose contra Hepatite B
2 meses após a 1ª dose contra Difteria e Tétano dT 2ª dose Contra Difteria e Tétano
4 meses após a 1ª dose contra Difteria e Tétano dT 3ª dose Contra Difteria e Tétano
a cada 10 anos por toda a vida dT (5) reforço Contra Difteria e Tétano
FA reforço Contra Febre Amarela


(1) Adolescente que não tiver comprovação de vacina anterior, seguir este esquema. Se apresentar documentação com esquema incompleto, completar o esquema já iniciado.

(2) Adolescente que já recebeu anteriormente 03 (três) doses ou mais das vacinas DTP, DT ou dT, aplicar uma dose de reforço. É necessário doses de reforço da vacina a cada 10 anos. Em ferimentos graves, antecipar a dose de reforço para 5 anos após a última dose. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.

(3) Adolescente que resida ou que irá viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas, vacinar 10 (dez) dias antes da viagem.

(4) Adolescente que tiver duas doses da vacina Tríplice Viral (SCR) devidamente comprovada no cartão de vacinação, não precisa receber esta dose.

(5) Adolescentes grávidas, que estejam com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 5 (cinco) anos, precisa receber uma dose de reforço. Em caso de ferimentos graves, a dose de reforço deve ser antecipada para cinco anos após a última dose.


Calendário de Vacinação do Adulto e do Idoso (PNI)

IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS
A partir de 20 anos dT (1) 1ª dose Contra Difteria e Tétano
FA (2) dose inicial Contra Febre Amarela
SR e/ou SCR (3) dose única Contra Sarampo, Caxumba e Rubéola
2 meses após a 1ª dose contra Difteria e Tétano dT 2ª dose Contra Difteria e Tétano
4 meses após a 1ª dose contra Difteria e Tétano dT 3ª dose Contra Difteria e Tétano
a cada 10 anos por toda a vida dT (4) reforço Contra Difteria e Tétano
FA reforço Contra Febre Amarela
60 anos ou mais Influenza (5) dose anual Contra Influenza ou Gripe
Pneumococo (6) dose única Contra Pneumonia causada pelo pneumococo


(1) A partir dos 20 (vinte) anos, gestante, não gestante, homens e idosos que não tiverem comprovação de vacinação anterior, seguir o esquema acima de 3 doses. Apresentando documentação com esquema incompleto, completar o esquema já iniciado. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.

(2) Adulto/idoso que resida que irá viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas, vacinar 10 (dez) dias antes da viagem.

(3) A vacina dupla viral - SR (Sarampo e Rubéola) e/ou a vacina tríplice viral - SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola) deve ser administrada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiverem comprovação de vacinação anterior e em homens até 39 (trinta e nove) anos.

(4) Mulher grávida que esteja com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 05 (cinco) anos, precisa receber uma dose de reforço. Em caso de ferimentos graves em adultos, a dose de reforço deverá ser antecipada para cinco anos após a última dose.

(5) As vacinas contra Influenza são oferecidas anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso.

(6) A vacina contra pneumococos é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso nos indivíduos que convivem em instituições fechadas, tais como casas geriátricas, hospitais, asilos e casas de repouso, com apenas um reforço cinco anos após a dose inicial.









Notas:

1. A segunda dose da vacina BCG deve obedecer a política regional de saúde (estadual ou municipal)

2. A vacina contra hepatite B, deve ser aplicada nas primeiras 12 horas de vida. Crianças com peso de nascimento igual ou inferior a 2 Kg, devem receber o seguinte esquema vacinal: 1ª dose ao nascer; 2ª dose ao completar 2 Kg; 3ª dose 1mês após a 2ª dose; 4ª dose, 6 meses após a 2ª dose.

3.Vacinas combinadas contemplam a 2ª dose da vacina contra Hepatite B aos 2 meses de vida.

4. A vacina DTP (células inteiras) é eficaz e bem tolerada. Quando possível, aplicar a DTPa (acelular) devido a sua menor reatogenicidade.

5. Como alternativa à vacina dT, pode ser administrada a vacina dTp a (tríplice acelular tipo adulto) aos 15 anos.

6. Se usada uma vacina combinada Hib/DTPa (tríplice acelular), uma quarta dose da Hib deve ser aplicada aos 15 meses de vida.

7. Recomenda-se que todas as crianças com menos de cinco anos de idade recebam VOP nos Dias Nacionais de Vacinação. A vacina inativada contra poliomielite (VIP) pode substitutir a vacina oral (VOP) em todas as doses, preferencialmente nas duas primeiras doses.

8. A vacina contra Influenza está indicada nos meses que antecedem o período de maior prevalência da gripe, estando disponível apenas nessa época do ano. Está recomendada dos 6 meses aos 2 anos, e a partir desta idade, para grupos de maior risco. Nos menores de 9 anos, primovacinados, são administradas 2 doses, com intervalo de 1 mês e, nos anos subseqüentes, apenas 1 dose. A partir dos 9 anos é administrada apenas uma dose, anualmente.

9. A segunda dose da SCR (contra sarampo, caxumba e rubéola) pode ser aplicada dos 4 aos 6 anos de idade, ou nas campanhas de seguimento. Todas as crianças e adolescentes devem receber ou ter recebido duas doses de SCR, com intervalo mínimo de 1 mês. Não é necessário aplicar mais de duas doses.

10 Adolescentes não-vacinados ou os que não tiveram doença, constituem grupo prioritário para vacinação contra hepatite B e varicela

11. A vacina contra Febre Amarela está indicada para os residentes e viajantes para as áreas endêmicas, de transição e de risco potencial.

12. Recomenda-se 2 ou 3 doses da vacina contra Meningococo C no primeiro ano de vida, de acordo com o fabricante. Após os 12 meses de vida, deve ser aplicada em dose única.



SBIM (SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES)::

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