sexta-feira, 27 de abril de 2012

Especialista relata estado das pesquisas sobre fibromialgia e dores crônicas


SÍNDROME DO TÚNEL CUBITAL
Introdução

A Síndrome do Túnel Cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do cotovelo, atrás do epicôndilo e entre as duas cabeças do flexor ulnar do carpo. Já a Síndrome do Canal Cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do canal cubital. Estas duas síndromes são tratadas juntas por razões didáticas, já que as raízes nervosas sensoriais e motoras que deixam a este nível são idênticas.


Anatomia

O nervo cubital passa por trás do epicôndilo medial ou epitróclea até o antebraço, através de um "corredor" composto pelo epicôndilo medial, olécrano, ligamento colateral medial da articulação e um arco aponeurótico entre epicôndilo e olécrano. Este "corredor" altera o seu volume durante os movimentos do cotovelo aumentando na extensão e diminuindo na flexão. Este aspecto biomecânico já determina atrito e/ou compressão do nervo a este nível.

Por outro lado, o nervo cubital ao deixar o canal cubital passa entre as duas cabeças do músculo flexor ulnar do carpo. A compressão continuada do nervo pelas duas cabeças é igualmente fator que determina o aparecimento dos sintomas. No antebraço, o nervo ulnar coloca-se entre o flexor superficial dos dedos, o flexor profundo dos dedos e o flexor ulnar do carpo.


Fisiopatologia

O nervo cubital é muito vulnerável a lesões por trauma direto, pressão ou traumatismo crônico repetitivo, já que está localizado superficialmente e fixado pelo arco aponeurótico.


Causas de Origem Não-ocupacional
a) Trauma direto externo, alongamento traumático do nervo cubital em arremessadores de baseball (esporte pouco praticado no Brasil).
b) Patologias secundárias que aumentam o tamanho do nervo e podem levar à compressão (lepra).
c) Patologias que reduzem o espaço necessário do nervo dentro do canal (processos inflamatórios, artrite reumatóide, seqüela de fratura).
d) Processos expansivos (tumores, cistos, lipomas).


Causas de Origem Ocupacional

Trabalhos que exijam posturas viciosas podem se tornar risco para o nervo cubital, tais como antebraço realizando atividades repetitivas de pronação, supinação, flexão e extensão. Outras situações que podem causar esta síndrome ocorrem quando o cotovelo se mantém em flexão completa sobre uma superfície dura, levando o nervo a distender-se e comprimir-se no canal cubital. Esta situação é muito comum em indivíduos que trabalham com cotovelos fletidos sobre superfície dura (carimbadores) ou motoristas que apóiam o cotovelo flexionado sobre a borda da janela do carro. Jebsen (1967), Hofman (1943) e Wilson Krout (1973) diagnosticaram esta síndrome em telefonistas e em trabalhadores do setor eletrônico, que realizavam suas funções ocupacionais com os cotovelos flexionados sobre uma superfície dura.


Quadro Clínico

Os principais sintomas são dor e parestesia quando o cotovelo é mantido em flexão ou em pronação.

A parestesia se intensifica à noite na área do ulnar, levando o paciente a acordar pelos sintomas, que são o formigamento nos dedos anular e mínimo. Posteriormente, pode ocorrer diminuição de força de preensão e dificuldade de realizar movimentos finos de precisão.

Deve-se dar atenção especial à história, detectando-se possíveis portadores de Hanseníase (lepra).


Exame Clínico

Observar o sinal de Digito-percussão positivo na região retro-olecreana. Em casos avançados, existe hipotrofia dos intrínsecos da mão e alterações de sensibilidade na área do nervo ulnar - dedos anular e mínimo.

A força de preensão estará diminuída. A avaliação é feita com o medidor jamar, sempre em comparação ao lado não afetado.


Investigação

a) Eletromiogarafia dinâmica
O exame da eletromiografia dinâmica poderá detectar anomalias de condução. Porém, em casos iniciais ela não tem valor. Eisen (1974) observou alterações da velocidade de condução em somente 40% das lesões moderadas e das lesões graves. Portanto, o índice de falso-negativo é alto com a EMG. Como sabemos, o exame clínico é soberano.

b) Outros exames
RX de cotovelo para excluir qualquer lesão óssea articular, aguda ou crônica. Seqüelas de fraturas do cotovelo, especialmente na infância, podem alterar o curso do nervo ulnar e ser uma das causas da síndrome.

Outros exames importantes são hemograma, VSG e provas reumáticas.


Conduta Ocupacional e Prevenção

Quando o paciente retornar ao trabalho deve-se orientá-lo a evitar tarefas que obriguem posições de "ameaça" ao nervo ulnar (pronação, supinação, flexão do cotovelo). Além disso, o paciente deve ser orientado para evitar essas posições por prolongados períodos de tempo na sua vida diária. Se for necessário o apoio do cotovelo em locais duros, deve-se fazê-lo com o uso de uma almofada. Mudanças na organização do trabalho são fundamentais para prevenir estas patologias ocupacionais.


Tratamento

O tratamento para síndrome do cubital consiste no tratamento pré-sinético; anti-inflamatório e analgésico ( tens, laser e iontoforese ).

Por ser uma sídrome reumático costuma-se evitar a crioterapia e calores profundos pois o limiar de excitabilidade é baixo:

- Teste de Gillist Wilson ( consiste na colocação de garrote no lado lesionado após, 50 a 60 segundos no caso de negativo não refere dor. No caso positivo após 5 a 10 segundos dor e parestesia.

Sinético: consiste em exercícios passivos (ativo / assistido), e ativo ( resistido ) utilizando alguns recursos como toalha, pregador, feijão, bolas de gude e outros tipos de bolas de tamanhos variados.

Testes para identificação do tratamento sinético:
- Teste de Phalen >> consiste na extensão da mão contra uma resistência que poderá ser vencida gradativamente, em caso de positivo apresentará dor e parestesia.

- Teste de Tinel >> consiste na compressão e/ou percussão na região do nervo em caso de positivo o paciente apresentará dor e parestesia.

Conclusão

Este trabalho teve como objetivo principal mostrar como ocorre a síndrome do nervo cubital que muitas vezes pode ser confundida por uma epicondilite se não for bem diagnosticada. Para isso mostrou-se o tratamento fisioterápico com seus respectivos testes específicos, objetivando uma melhor busca da patologia em si e um esclarecimento da conduta ideal a ser utilizada no devido caso, não correndo risco de ser confundida.

Bibliografia

* Couto, H. Guia Prático das Tenossinovites. Ergo Editoras B&C LTDA, BH, 1991.
* Eisen, A. Early diagnosis of ulnar nerve palsy. Na electrophysiologic study. Neurology Minneap, 24, p. 256, 1974.
* Hofman, E. Uber ulnaris - Lahmungen bei telephonisten. Munch Med Wschr, 90 p. 142, 1943
* Jebsen, R. Motor conduction velocities in the median and ulnar nerves. Archs. Phys. Md, 48. P. 185, 1967.
* Lech, O .; Hoefel, M.G. Protocolo de Investigação das Lesões por esforços repetitivos. Ed. Rhodia Farma, São Paulo, 1992.
* Lech, O . A dor de Braço - As principais síndromes compressivas. Proteção. Nº 8, p. 52, 1990
* Pecina, M. Cubital Tunnel Syndrome. Library of Congress of the United States. Florida, 1991.
* Wilson. D. & Krout, R. Surgery of ulnar neuropathy at the elbow: Sixteen cases treated by decompression without transposition. Techical Note. I. Neurosurg. 38 p. 73, 1994.
Escrito porCristiane da Silva Barbosa
Rita de Cássia Ferreira Brasil
Daniel Cavalcanti Hatherly
Orientado por:
 Blair José Rosa Filho.
 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Disfunções visuais na Sìndrome da Fadiga Crônica

DISFUNCIONES VISUALES EN SFC

por Lesley J. Vedelago, O.D.

A pesar de que los síntomas visuales son habituales, hay pocas referencias en la literatura sobre los problemas visuales y/o oculares en el Síndrome de Fatiga Crónica. Los síntomas oculares han sido cuantificados y son mucho más habituales que en grupos control. 1










En el pasado no se consideraban como parte importante en SFC, pero cada vez se hace más obvio que el sistema ocular es muy afectado y que, a su vez afecta a esta condición sistémica.

En la tabla a continuación he resumido las historias de 141 pacientes con SFC que he visto en mi consulta. La mayoría se había quejado a su médico de quejas visuales molestas, pero algunos no habían considerado que afectaban significativamente a su vida diaria o no los habían mencionado.

Los síntomas visuales

Los síntomas visuales típicos en pacientes SFC incluyen:

- visión cercana y/o a distancia borrosa. Tiende a fluctuar según el estado de fatiga;

- problemas de enfocar de distancia a cerca y al revés;

- lentitud o incapacidad de enfocar objetos, especialmente de cerca;

- problemas de seguir líneas impresas. Los pacientes parecen confusos o distraídos por las líneas arriba y abajo cuando leen;

- diplópia o fantasmas de imágenes;

- problemas con la visión periférica; se quejan de no ver objetos en los lados y de chocar continuamente contra cosas. Algunos dicen tener la sensación de tener visión de túnel;

- Mala memoria a corto plazo y concentración (generalmente) cuando se lee estando mal

- Problemas con juzgar distancias, clumsiness, mal equilibrio y coordinación. Problemas de conducción debido a problemas de juzgar distancias;

- Mareos e incapacidad de mirar hacia objetos que se mueven;

- Manchas, flashes de luz, cosas que flotan y halos;

- Intolerancia a la luz;

- Ojos secos, que queman. Los pacientes se quejan de ojos sores que habitualmente empeora a medida que el día avanza;

- Dolores de cabeza que empeoran al leer, conducir, o cuando se concentran visualmente.

En muchos casos aparecen todos los síntomas, produciendo varios grados de incapacidad. Estos pacientes tienen intolerancia sensorial y parecen tener un grado de incapacidad de suprimir hechos sensoriales de llegar a un nivel que distrae concientemente.

Hallazgos oculares objetivos.

Durante un examen, los hallazgos pueden incluir:

- Pobre control oculomotor. Es evidente cuando se observen motilidades, Los movimientos oculares rápidos ("saccadic") son muy lentos. El esfuerzo conciente lleva a fijación visual cambiante, como si fuera difícil dejar de mirar un objeto, una vez que la vista está fijada en el. Esto va acompañado de incomodidad y, a menudo de nauseas;

- Exoforia: (la tendencia de que un ojo diverge hacia fuera mientras el otro esté tapado) es mucho mayor de cerca en estos pacientes, habitualmente con lenta recuperación. Los pacientes a menudo adoptan una típica postura asociada con la exoforia;

- Lejano punto de convergencia, cuando ambos ojos convergen juntos, con lenta recuperación. Esta prueba puede ser bastante dolorosa;

- Prueba de coge/agarra/suelta que exige que el paciente se estira para agarrar o tocar un objeto, muestra una marcada bajada en la capacidad para ello. Un ojo habitualmente diverge sin que el paciente se de cuenta. Con esta prueba, los pacientes se quejan a menudo de nauseas, incomodidad significativa o mareos;

- Fijaciones cerca/lejos/cerca habitualmente muestran pobre convergencia cerca y un ojo habitualmente diverge. Estos cambios son típicamente muy lentos y muchas veces inconfortables de ejecutar, a veces acompañado de la tendencia de elevar las cejas y abrir mucho los ojos para ayudar el cambio a lejos; Campos periféricos constrictos. Mi experiencia mostró que el tratamiento con lentillas y terapia visual mejora mucho dicho campo. Opino que probablemente hay varios factores implicados, inc. mejoría de procesamiento central/periférico, y así, más atención;

- Apariencia de staring;

- Pupilas pequeñas;

- Sensibilidad a las luces;

- Película de lagrimas y anomalías en la superficie ocular. Se ve frecuentemente una inadecuada producción del aceite o de la capa de mucus en las TEARS. Lo mismo pasa con ROSE NEBGAL CORNEAL STAINING, lo que indica muerte celular en la cornea debido a sequedad; Bajo grado de conjuntivitis alérgica;

- Cambio de la mediana visual, especialmente si también ha sido diagnosticado de fibromialgia

Manejo del paciente con SFC

El manejo comportamental optométrico de las manifestaciones visuales en SFC deberían utilizar las siguientes opciones de tratamiento:

a.. La mayor corrección subjetiva para lejos y cerca. Los pacientes responden favorablemente a lentillas bajo + para cerca.
b.. Fondo de prismas en las lentillas. "Base-in" prismas, donde la parte más gruesa se pone lo más cercano a la nariz, muchas veces dan alivio inmediato. Esto es particularmente cierto para la visión de cerca, pero estas también pueden reducir la severidad de síntomas visuo-espaciales, a veces completamente. Los pacientes generalmente dicen ver las cosas más claras, ver mejor, que se pueden concentrar mejor, y que se han aliviado el dolor y la tensión en el cuello, incluso los dolores de cabeza. Muchas veces dicen que la sensación de niebla o de nubes en su cabeza se ha ido y que pueden leer durante más tiempo. Prismas "yoked", donde las bases de los prismas se ponen en la misma posición para ambos ojos también pueden producir cambios dramáticos en algunos pacientes.
c.. Yo prefiero lentes progresivos para pacientes FC. Los utilizo como lentes de apoyo para reducir el esfuerzo de enfocar de lejos a cerca, dando una visión clara progresiva.
d.. Se utilizan regularmente tintes debida al aumento de sensibilidad a la luz.
e.. La terapia de lubricación ocular se necesita a menudo para tratar el problema de ojo secos y para elimina el corneal staining. Compresas calientes también pueden dar algún alivio. Muchos de estos pacientes tienen significativos problemas de alergia y también daré consejos sobre el alivio de síntomas de alergia.
Creo que es interesante que, en pacientes con fibromialgia, una significativa porción tienen un historial de uno o más de lo siguiente: estrabismo, ambliopia, anisometropía, cirugía ocular por estrabismo (muchas veces múltiple), problemas a largo plazo binoculares, nistagmus, whiplash o daño en la cabeza. Todas estas condiciones tienen significantes efectos potenciales en la postura corporal. Los efectos a largo plazo de una mala postura corporal en la salud general del individuo ha sido bien documentada, y las disfunciones visuales parecen ser un factor mayor que contribuye a la mala postura corporal en pacientes con FC.

Ya que el SFC es una enfermedad real de prevalencia que aumenta, y ahora que la fatiga en si se comprende mejor, es importante que especialistas de los ojos no solamente sean bien informados sobre la condición en si, pero también que conozcan los problemas oculares/visuales en los que podemos jugar un papel importante en el tratamiento y la rehabilitación.

Referencia

Potaznic W et al. Ocular manifestations of chronic fatigue syndrome and immune dysfunction syndrome. Optom Vis Sci. 1992; 69:811-814.

Lesley Vedelago es miembro del Australasian College of Behavioural Optometrists y del College of Vision and Development, y es miembro de la Neuro-optometric Rehabilitation Association. Tiene una consulta conductual optométrica practice en Brisbane, Australia, y imparte cursos en la University of New South Wales.

Neuropatia Periférica

NEUROPATIAS PERIFÉRICAS

29 05 2008
INTRODUÇÃO
As lesões dos nervos periféricos apresentam alterações funcionais tanto sensitivas quanto motoras, e se não forem adequadamente tratadas, podem provocar um déficit importante, com prejuízos na qualidade de vida dos pacientes.
As lesões nervosas periféricas se dividem em neuropraxia quando há perda da condutividade elétrica em determinado segmento da fibra nervosa, axonotmese quando há degeneração walleriana do axônio e neurotmese quando afeta todas as fibras do nervo.
A Neuropatia Periférica é um distúrbio funcional ou orgânico do sistema nervoso periférico e sua apresentação clinica pode ser classificada em: mononeuropatia, mononeuropatia múltipla, polineuropatia e polirradiculoneurítico ou polirradiculopatia, suas causas podem ser diversas, tais como: Distúrbios hereditários, tumores, doenças auto-imunes, dentre outras. Diversos fatores devem ser considerados no momento do diagnóstico e do tratamento e este deve ser feito por uma equipe multidisciplinar.
2. NEUROPATIA PERIFÉRICA
2.1 Aspectos Gerais
O Sistema Nervoso se divide em Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Periférico.
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O Sistema Nervoso Periférico (SNP) é a parte do sistema nervoso que se encontra fora do sistema nervoso central (SNC), é constituído pelos gânglios nervosos (aglomerados de corpos celulares de neurônios localizados fora do sistema nervoso central) e pelos nervos (feixes de fibras nervosas envoltas por uma capa de tecido conjuntivo) As fibras que constituem os nervos são em geral mielínicas com neurilema.
São três as bainhas conjuntivas que entram na constituição de um nervo: epineuro (envolve todo o nervo e emite septos para seu interior), perineuro (envolve os feixes de fibras nervosas), endoneuro (trama delicada de tecido conjuntivo frouxo que envolve cada fibra nervosa). As bainhas conjuntivas conferem grande resistência aos nervos sendo mais espessas nos nervos superficiais, pois estes são mais expostos aos traumatismos.
A função do SNP é conectar o sistema nervoso central às diversas partes do corpo humano.
Os nervos desse sistema se dividem em dois grandes grupos: os nervos cranianos (são os nervos ligados ao encéfalo, estão em número de doze pares, responsáveis pela intervenção dos órgãos do sentido, dos músculos e glândulas da cabeça, e também de alguns órgãos internos) e os nervos espinhais ou raquidianos (dispõe-se em pares ao longo da medula, um par por vértebra).
clip_image0032.2 Divisão funcional do SNP
O sistema nervoso periférico pode ser dividido funcionalmente em dois grupos de nervos: SNP Somático ou Voluntário e SNP Autônomo, Involuntário ou Visceral;
SNP Somático ou Voluntário – possui ações voluntária ou dependente de nossa vontade, tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos (porém ele também possui fibras que controlam os reflexos. Exemplo, puxar o pé ao pisar em um prego é um reflexo controlado pelo SNS, mas que ocorre automaticamente antes que se tenha consciência do estimulo).
SNP Autônomo, Involuntário ou Visceral – comandam atividades involuntárias e tem por função regular o ambiente interno do corpo, controlando atividades do sistema digestivo, cardiovascular, excretor e endócrino. Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração.
O SNP Autônomo se divide em: SNP Autônomo Simpático e SNP Autônomo Parassimpático
Eles se distinguem tanto pela estrutura quanto pela função. Enquanto os gânglios das vias parassimpáticas estão próximo ou mesmo dentro do órgão efetuador, os gânglios da via simpática localizam-se ao lado da medula espinal, distante do órgão efetuador.
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As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas trabalham em oposição. Enquanto um dos ramos estimula determinado órgão, o outro o inibe. Essa ação antagônica mantém o funcionamento equilibrado dos órgãos internos.
O SNPA simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o SNPA simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, e pela ativação do metabolismo geral do corpo.
Já o SNPA parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes, como a redução do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea, entre outras.
É graças ao SNP que o cérebro e a medula espinhal recebem e enviam as informações permitindo-nos reagir às diferentes situações que têm origem no meio externo ou interno, porém os nervos periféricos são frequentemente traumatizados, resultando esmagamentos ou secções que trazem como conseqüência perda da sensibilidade e da motricidade no território inervado, as lesões nervosas periféricas são comuns, e não há uma fórmula facilmente disponível para o sucesso do seu tratamento, sendo que as lesões incompletas são as mais freqüentes.
3. NEUROPATIA PERIFÉRICA
Neuropatia Periférica é um distúrbio funcional ou orgânico do sistema nervoso periférico; degeneração do nervo periférico que supre as extremidades, causando perda da sensação, fraqueza muscular e atrofia.
(Dicionário de Terapia Ocupacional, 2006).
3.1 Fisiopatologia das lesões nervosas periféricas
Seddon classificou as lesões nervosas em três categorias: neuropraxia, axonotmese e neurotmese.
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Neuropraxia axonotmese neurotmese
l Neuropraxia é quando há perda transitória da condutividade elétrica de determinado segmento da fibra nervosa, sem perda de continuidade e com preservação anatômica de todos os seus elementos. Geralmente resulta em perda temporária da função, que se recupera completamente após alguns dias. A sensibilidade geralmente está preservada, podendo haver apenas disestesias (sensação de alfinetadas e agulhadas que a pessoa sente quando uma de suas extremidades adormece). A estimulação nervosa em pontos proximais à lesão resulta em ausência de respostas distais. No entanto, a estimulação nervosa abaixo do local da neuropraxia não revela anormalidades. A avaliação muscular não mostra sinais de desnervação muscular.
l Na axonotmese há “degeneração walleriana” do axônio, com solução de continuidade e fragmentação distal da fibra. Se for mantida a integridade da membrana axonal e principalmente das células de Schwann. A axonotmese resulta em interrupção imediata da condução nervosa do axônio afetado.
l A neurotmese afeta todas as fibras do nervo e observa-se ausência total de respostas nos segmentos distais à lesão. O quadro se manifesta com paralisias periféricas, atrofias e degenerações musculares. A regeneração é menos bem-sucedida que um axonotmese.
A manifestação clinica nas lesões nervosas periféricas variam de acordo com o grau e o tipo da lesão, assim como dependem da área anatômica inervada pelo nervo, ou nervos afetados.
3.2 Classificação das Neuropatias Periféricas
Embora o número de etiologias das Neuropatias Periféricas (NP) seja muito grande, sua apresentação clínica é mais limitada. Desse modo, as NP podem ser classificadas de acordo com seis parâmetros principais:
1. Velocidade de instalação: aguda (menos de uma semana); subaguda (menos de um mês); crônica (mais de um mês);
2. Tipo de fibra nervosa envolvida: motora, sensitiva, autonômica ou mista;
3. Tamanho de fibra nervosa envolvida: grossa, fina ou mista;
4. Distribuição: proximal, distal, difusa;
5. Padrão: mononeuropatia, mononeuropatia múltipla, polineuropatia e polirradiculoneurítico;
6. Patologia: degeneração axonal, desmielinização segmentar e mista;
Quanto ao padrão de envolvimento do SNP, devem-se distinguir dois grupos de NP:
O primeiro grupo denominado como polineuropatias ocorre quando as doenças causam alteração da função dos nervos periféricos de modo simétrico, distal e bilateral ou polirradiculopatia ou polirradiculoneuropatia se há envolvimento de raízes espinhais ou raízes e troncos dos nervos periféricos;
Existem diversos tipos de polineuropatias:
1. Polineuropatias Axonais Sensoriais e Motoras Agudas (Neuropatias tóxicas), e Crônicas (Diabetes);
2. Polineuropatias Axonais Predominantemente Motoras Agudas (Polineuropatia axonal motora aguda), e Crônicas (Intoxicação por chumbo);
3. Polineuropatias Axonais Sensoriais Agudas (associadas à infecção por HIV) e Crônicas (Deficiência de vitamina E);
4. Polineuropatias Desmielinizantes Predominantemente Motoras Agudas (Difteria) e Motoras e Sensoriais Crônicas (Hanseníase);
A polineuropatia possui muitas causas diferentes, uma infecção, uma reação auto-imune, substâncias tóxica, um câncer, deficiências nutricionais e os distúrbios metabólicos como a deficiência de vitamina B que afeta os nervos periféricos de todo o corpo.
O segundo grupo é denominado de mononeuropatia e compreende lesão focal de um nervo periférico, ou multineuropatias que acometem múltiplos nervos, sendo às vezes chamada de Mononeuropatia Múltipla, Neuropatia Múltipla, ou melhor, ainda de Multineuropatia. É de acometimento assimétrico e irregular, afeta nervos diferentes em cada segmento do corpo e ainda às vezes os mesmos nervos, mas, em fases diferentes de evolução. Em suas fases mais avançadas, quando se apresenta como quadros crônicos confluentes, pode nos confundir, e nos fazer pensar em uma polineuropatia.
Na Mononeuropatia o traumatismo é a causa mais comum. A lesão também pode ser causada pela pressão prolongada sobre um nervo superficial em locais onde existem proeminências ósseas como o cotovelo, a compressão durante o sono profundo pode ser suficientemente prolongada para lesar um nervo – especialmente nos indivíduos que se encontram anestesiados ou bêbados, nos indivíduos idosos confinados ao leito e naqueles paralisados. Os nervos também podem ser lesados durante atividades muito intensas, ou em um acidente. Um aparelho gessado mal feito, o uso inadequado de muletas.
Certos nervos periféricos são lesados mais freqüentemente que outros por causa de sua localização mais vulnerável, como no caso do nervo mediano no punho (cujo comprometimento resulta na síndrome do túnel do carpo).
De maneira geral acomete preferencialmente e inicialmente os MMII, não sendo isto uma regra geral.
3.3 Causas Principais
As causas das neuropatias periféricas são diversas como:
uDistúrbios hereditários (doença de Charcot-Marie-Tooth);
uDistúrbios sistêmicos metabólicos (Diabetes Melito, Deficiências Alimentares, consumo habitual de Álcool);
uTumores (Câncer, Linfoma);
uQuadros infecciosos ou inflamatórios (AIDS, Hanseníase - já foi uma das principais causas de neuropatia-, Sífilis, Lupo);
uExposição a compostos tóxicos (chumbo, mercúrio);
uMedicamentos (antiinfecciosos, anticâncer, anticonvulsivos);
3.4 Sinais e Sintomas
Há uma série de sinais e sintomas que podem ser: motores, sensitivos, reflexos, autonômicos e tróficos relativamente típicos da doença do nervo periférico.
· Alteração da função motora: fraqueza muscular, hipotonia e atrofia muscular;
· Reflexos profundos: a perda dos reflexos profundo na NP é comum;
· Alteração da Sensibilidade: tátil, térmica, dolorosa, vibratória todas são comprometidas, há parestesias freqüentes, hiperestesias, hiperpatia;
· Ataxia sensitiva e tremor podem estar presentes principalmente nos membros superiores;
· Alterações Tróficas e Deformidades: atrofia por denervação, deformidades de pés, mãos e coluna;
· Alterações autonômicas: anidrose (doença da pele em que há redução ou ausência da secreção do suor) e hipoextensão ostática são as manifestações mais freqüentes;
Outras alterações são: impotência sexual, dilatação do cólon e do esôfago, falta de lagrimas e saliva, perda de movimento parcial ou total, falta parcial ou total no controle dos movimentos, perda de sensibilidade, dificuldade de respiração, úlceras de pele, baixa auto-estima, difícil cicatrização, outras deformidades.
Os sintomas variam de acordo com o grau de acometimento de cada neuropatia
3.5 Diagnóstico
O exame físico e exames especiais como a eletromiografia (exame que consiste na captação e registro da atividade elétrica dos músculos em repouso através de um sistema que amplia muitas vezes os potenciais provenientes das fibras musculares e de grande importância para diferenciar uma neuropatia de uma miopatia – afecções musculares), exames hematológicos e bioquímicos, estudo do líquido cefalorraqueano (LCR), biópsia do nervo sural, sendo que sua causa deve ser investigada, se for um distúrbio metabólico e não uma lesão física o exame de sangue pode revelar o problema subjacente, exames de urina pode revelar uma intoxicação por metais pesados.
Segundo dados de literatura, dos casos diagnosticados de neuropatia, cerca de 25 % em média, ainda permanecem sem diagnóstico etiológico, a despeito de toda propedêutica, mesmo nos centros mais sofisticados.
3.6 Tratamento
O tratamento pode ser a cura do distúrbio (se possível) ou proporcionar uma maior independência e capacidade de cuidar de si mesmo ensinando o paciente a fazer a inspeção com espelho em caso de perda da sensibilidade, por exemplo, assim como também pode ser o controle dos sintomas.
Os exercícios podem ser utilizados para aumentar a força e o controle muscular. O uso de bengalas, muletas, cadeiras de rodas, aparelhos ortopédicos e talas podem melhorar a mobilidade, a capacidade para utilizar uma extremidade afetada, ou impedir deformidades.
Nem a neuropraxia nem a axonotmese requer intervenção cirúrgica, a menos que haja necessidade de aliviar a pressão no nervo. Uma neurotmese precisa ser suturada se houver alguma chance de recuperação.
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O tratamento é multidisciplinar, incluindo a intervenção de fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, entre outros.
3.8 Objetivos básicos do tratamento:
u Prevenir ou reduzir edema
O paciente deve aprender como posicionar o membro, particularmente em repouso, e receber aconselhamento geral sobre a prevenção do edema. Pode haver problemas se houver outras lesões associadas que impeçam o posicionamento adequado e o movimento.
O movimento é muito importante por causa da ação do bombeamento dos músculos sobre os vasos e o movimento ativo das articulações, que estira e comprime os vasos, mantendo assim uma circulação adequada. Se isso não for possível, os movimentos passivos ajudam a manter a circulação. A massagem pode ser feita para reduzir o edema, idealmente, com o membro na posição elevada.
u Manter a circulação na área afetada
Uma desaceleração na circulação reduz o suprimento efetivo de nutrição para os tecidos e a remoção dos produtos de detritos. Os movimentos ativos são o melhor meio de prevenir essa desaceleração, mas os movimentos passivos e a massagem ajudam se houver paralisia.
u Prevenir contraturas
É essencial prevenir o desenvolvimento de qualquer contratura que poderia impedir a recuperação. Os movimentos passivos devem ser realizados para manter a variação total de movimentos articulares e para manter o comprimento total dos músculos. Os movimentos passivos devem ser realizados diariamente, pois a rigidez pode se desenvolver muito rapidamente.
u Manter atividade e a força dos músculos não afetados
O paciente deve ser encorajado a usar os músculos não afetados do membro. Se isso não for possível por causa da paralisia, o terapeuta deve ser capaz de facilitar o movimento apoiando o membro ou a tala funcional, permitindo que os movimentos ocorram. A falta de controle muscular aumenta o risco de quedas ou outras lesões.
u Manter a função
O paciente deve ser encorajado a usar o membro o máximo possível. O uso de talas bem desenhadas e bem aplicadas (talas funcionais) pode permitir certa atividade funcional.
u Estágio de recuperação
Em um nervo misto, o programa de recuperação inclui a reeducação motora e sensorial. Dependendo do nervo e da extensão da perda motora e sensorial, a reeducação pode ser igualmente importante, especialmente no caso da mão.
u Reeducação muscular
Durante a realização de movimentos passivos antes que a recuperação ocorra, é bom que o paciente pense sobre o movimento desde que ele não cause muita ansiedade.
4. CONCLUSÃO
Ao final deste trabalho pudemos constatar que a neuropatia periférica é uma doença de causas múltiplas sendo algumas vezes difícil chegarem a um diagnóstico preciso.
Ela poderá ser tratada com sucesso dependendo do estágio em que sua causa foi identificada e do momento em foi iniciado o tratamento, assim como o grau de lesão ao se iniciar esse tratamento, limitando - se a alguns danos.
O tratamento das Neuropatias Periféricas é multidisciplinar, devendo ter o Terapeuta Ocupacional como membro efetivo desta equipe.

Sindrome do Intestino Irritável

Síndrome do intestino irritável

Neste artigo:

- O que é?
- O que causa a síndrome do intestino irritável?
- Sintomas
- Diagnóstico
- Tratamento

Dor abdominal, diarréias frequentes, constipação, gases, e ainda, depressão ou ansiedade? Você pode ter a chamada Síndrome do Intestino Irritável. Aprenda o que é e o que fazer para lidar com ela.

O que é?

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio intestinal funcional comum caracterizada por desconforto abdominal recorrente e função intestinal anormal. O desconforto freqüentemente se inicia após a alimentação e desaparece após a evacuação. Os sintomas podem incluir cólicas, náuseas, distensão abdominal, gases, constipação, diarréia e uma sensação de evacuação incompleta. Pode estar associado a graus variados de depressão ou ansiedade.

Estudos demonstram que cerca de 20% das pessoas apresentam a síndrome em algum momento de sua vida, predominando entre as mulheres, principalmente jovens.

Já foi conhecida como indigestão, diarréia nervosa, colite espástica, colite nervosa e neurose intestinal. Não existem anormalidades estruturais como infecção ou úlceras, por isso é chamada de funcional, e não evolui para qualquer tipo de doença orgânica ao longo da vida.

O que causa a síndrome do intestino irritável?

A causa da síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas.

Acredita-se que alterações nos movimentos que propagam o alimento desde a boca até o ânus (motilidade intestinal) e nos estímulos elétricos, responsáveis por esse movimento intestinal, estejam envolvidos.

Já se observou, também, que indivíduos com síndrome do Intestino Irritável, têm um limiar menor para dor proveniente da distensão intestinal, ou seja, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação, interpretada como dor, enquanto que indivíduos sem a síndrome provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.

A participação de um componente hormonal é sugerida pela piora dos sintomas em mulheres durante a menstruação.

Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pessoas com síndrome do intestino irritável que procuram atendimento médico. É possível que essas pessoas percebam e reajam de maneira mais intensa a estímulos menores. O estresse não causa a síndrome do intestino irritável, mas pode desencadear os sintomas.

Sintomas

Períodos sintomáticos podem se alternar com períodos assintomáticos de até vários anos, mas que, por fim, tendem a recorrer.

A dor geralmente é do tipo cólica, intermitente e mais localizada na porção inferior do abdome. Costuma aliviar com a evacuação e piorar com estresse ou nas primeiras horas após as refeições e, dificilmente, faz com que o paciente acorde à noite.

Os indivíduos com síndrome do intestino irritável com predomínio de diarréia apresentam mais de três evacuações/dia, fezes líquidas e/ou pastosas e necessidade urgente de defecar. As evacuações não costumam ocorrer à noite, durante o sono, ao contrário das diarréias de causa orgânica. Não há sangue nas fezes (com exceção dos casos de fissura ou hemorróidas), mas pode haver muco.

Já os com predomínio de constipação (intestino preso) evacuam menos de três vezes/semana, as fezes são duras e fragmentadas (fezes em "cíbalos" ou "caprinas"), e realizam esforço excessivo para evacuar (evacuações laboriosas). A constipação pode durar dias ou semanas e obrigar o paciente a fazer uso de laxantes em quantidades cada vez maiores, o que a agrava ainda mais a doença. Dor abdominal acompanha a gravidade da constipação e tende a aliviar com eliminação de fezes, porém é freqüente a queixa de uma sensação de evacuação incompleta, o que obriga o paciente a tentar evacuar repetidas vezes.

A maioria das pessoas com SII comenta sobre distensão abdominal, eructações e flatulência freqüentes e abundantes. São sintomas inespecíficos e são atribuídos ao excesso de gás intestinal. Entretanto, estudos quantitativos do volume gasoso intestinal em pacientes com SII revelam que a maior parte deles tem volumes normais de gás. Porém, mínimas distensões intestinais provocadas geram esses sintomas, sugerindo uma diminuição (congênita ou adquirida) do limiar de tolerância à distensão.

Queimação, náuseas, vômitos são relatados por até 50% das pessoas com síndrome do intestino irritável.

Diagnóstico

Deve-se sempre procurar atendimento médico e a grande preocupação do médico diante de um paciente com suspeita de SII deve ser afastar a patologia orgânica. Naturalmente, a necessidade ou a quantidade de exames complementares a ser solicitado dependerá da experiência do médico e de fatores ligados ao paciente (p. ex., intensidade e característica dos sintomas, idade, comprometimento do estado geral etc.).

Início dos sintomas após a 4ª década de vida, sintomas com curso progressivo e aparecimento de novos sintomas com o passar do tempo, dor que acorda o paciente, sangramento vivo retal, excluindo-se patologia orificial (ex., hemorróidas) e emagrecimento falam contra a síndrome do intestino irritável e pacientes apresentando esses sintomas devem ser investigados com maior atenção.

Tratamento

O conhecimento de que se trata de uma doença de evolução benigna e que não acarreta ou progride para nenhuma outra circunstância mais grave é um passo muito importante, capaz de, por si só, tranqüilizar e fazer com os sintomas sejam mais bem tolerados.

Certos alimentos são mal tolerados pelas pessoas com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.

Algumas pessoas têm uma tolerância diminuída ao leite e derivados o que pode desencadear a diarréia. Para essas pessoas a diminuição da ingestão desses alimentos pode melhorar os sintomas.

O uso de bebidas gaseificadas pode levar gás aos intestinos e causar dor abdominal. Comer ou beber rapidamente, mascar chicletes, fumar, inspirar ar pela boca quando nervoso pode levar a algumas pessoas a engolir grandes quantidades de ar, os gases também podem ser produzidos por certos alimentos como feijões, cebolas, brócolis, repolho, uva e ameixa. Comer mais lentamente ou minimizar os alimentos formadores de gases pode ser útil.

Uma vez que a cafeína pode aumentar a motilidade intestinal, as pessoas com a síndrome deveriam evitar ou minimizar o uso de bebidas que contém cafeína como o café e colas cafeínadas.

Retardos desnecessários da defecação deveriam ser evitados. Porque quanto mais tempo as fezes permanecerem no intestino, mais fluídos podem ser absorvidos, dificultando ainda mais a evacuação. O uso de certos laxantes pode perpetuar a constipação porque o intestino pode se tornar dependente deles. Pessoas com a síndrome não deveriam tomar laxantes fortes.

Aumentar o conteúdo de fibras na dieta pode ajudar a regular a atividade intestinal e reduzir tanto a constipação como a diarréia.

Se fontes modificáveis de estresse podem ser descobertas, resolvê-las pode ajudar. Exercícios regulares também podem ajudar a normalizar a função intestinal.

A grande maioria das pessoas melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Nos pacientes com algum sintoma especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados.

Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.

Não existe um tratamento específico para a síndrome do intestino irritável. Deve-se evitar o uso de laxantes e tranqüilizantes, pois causam dependência com certa facilidade. Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos.

As mudanças nos hábitos alimentares é a pedra fundamental no tratamento de pessoas com a síndrome do intestino irritável.



http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4647&ReturnCatID=1769

Sindrome de esclerose múltipla na sindrome de Sjogren

Síndrome de esclerose múltipla like na síndrome de Sjögren Julho 2, 2006
Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, O que significa?.
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A Síndrome de Sjögren é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Os linfócitos infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de saliva e lágrimas.

Características principais: secura nos olhos e na boca. Pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente. Estima-se que quatro milhões de americanos tenham a Síndrome de Sjögren, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costume estar na menopausa ou ainda com mais idade. Sjögren pode ocorrer também em crianças e adolescente. Mulheres jovens com Sjörgren podem apresentar complicações na gravidez. No Brasil, não se sabe o número exato de portadores da Síndrome de Sjögren. A causa (ou causas) específica da SS não é conhecida, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações(1).

A síndrome de esclerose múltipla like é uma das manifestações neurológicas possíveis da síndrome de Sjögren.

O envolvimento do SNC na SS é relativamente frequente, com uma prevalência estimada em cerca de 20 a 25%. Tanto o cérebro como a espinhal medula podem estar envolvidos.

De particular importância é a síndrome de esclerose múltipla like. Nos pacientes com SS, os achados clínicos, eletrofisiológicos, parâmetros do líquor e achados na ressonância nuclear magnética são indistinguíveis dos observados na esclerose múltipla, sendo muitas vezes difícil de distinguir a esclerose múltipla primária da Síndrome de Sjögren (SS) com mielopatia crónica. Assim, vários autores defendem, atualmente, que a SS deve ser sistematicamente investigada em todos os doentes com esclerose múltipla, como diagnóstico diferencial a ter em conta, mesmo não estando definido se as duas entidades podem ser encaradas separadamente ou se a SS associada à esclerose múltipla pode ser definida como SS secundária, dado que pode vir a ter importância em termos terapêuticos, nomeadamente para fármacos que estão presentemente a ser ensaiados e que parecem vir a ter um futuro promissor no tratamento da esclerose múltipla(2).

Fontes:

Síndrome de Sjögren -Dr. Marcelo Cruz Rezende - reumatologista / MS Baseado em texto da “Arthritis Foundation”. Sociedade Brasileira de Reumatologia
Manifestações neurológicas da síndrome de Sjögren - Rui António Vieira Antunes. Lusomed

PSORÍASE

Psoríase
Classificação e recursos externos

Um homem jovem com suas costas e braços afetados pelas placas da psoríase.
CID-10 L40.
CID-9 696
OMIM 177900
DiseasesDB 10895
MedlinePlus 000434
eMedicine derm/365


Psoríase em um membro superior.
A psoríase é uma doença de pele genética auto-imune. A palavra vem do grego e significa erupção sarnenta. É uma doença crônica, hiperproliferativa da pele, de etiologia desconhecida, mostrando uma grande variedade na severidade e na distribuição das lesões cutâneas. Na maioria dos casos, apenas a pele é acometida, não sendo observado qualquer comprometimento de outros órgãos ou sistemas. Em pequenas percentagem e casos há artrite associada. Homens e mulheres são atingidos de igual forma, na faixa etária entre 20 e 40 anos, podendo, no entanto, surgir em qualquer fase da vida e com grande frequência em pessoas da pele branca, sendo raras em negros, índios, asiáticos e não existe entre esquimós.
Como é uma doença que afecta a pele, órgão externo e visível, esta doença tem efeitos psicológicos não negligenciáveis. Com efeito, como a forma como cada indivíduo se vê a si mesmo está relacionada com a valorização pessoal numa sociedade que é, muitas vezes, mais sensível à aparência exterior que a outras características da personalidade, o melhor cuidado a ter com uma pessoa afectada por esta doença é dar-lhe apoio psicológico (ternura, carinho, afecto e atenção).
Muitas vezes a artrite psoriática (ou artrite psoriásica) é confundida com a gota, em função de existirem sintomas semelhantes, como articulações inflamadas e extremamente doloridas. Para que se faça um diagnóstico preciso é necessário procurar um bom reumatologista que faça um estudo do histórico de doenças que o indivíduo já teve, além de seus familiares, por ser uma doença hereditária. Às vezes é necessário fazer-se uma artroscopia. Pode-se tratar durante anos equivocadamente os sintomas da psoríase como se fossem manifestações de outras doenças. Por exemplo: dores lombares e rigidez matinal podem ser confundidas com problemas na coluna vertebral; deformações nas unhas podem ser confundidas com ataque de fungos; feridas e escamações no couro cabeludo, atrás das orelhas e nas sobrancelhas podem ser confundidas com dermatite seborréica.
Manifesta-se com a inflamação nas células da pele, chamadas queratonócitos, provocando o aumento exagerado de sua produção, que vai se acumulando na superfície formando placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. Isso em meio a um processo inflamatório e imunológico local. O sistema de defesa local, formado pelo linfócitos T, é ativado como se a região cutânea tivesse sido agredida. Em consequência, liberam substâncias mediadoras da inflamação, chamadas citocinas que aceleram o ritmo de proliferação das células da pele.
Estas descobertas recentes são importantes para que drogas atuem somente no locais afetados, diminuindo os efeitos colaterais e aumentando a sua eficácia. Atualmente estão a ser testados mais de trinta medicamentos em todo o mundo. Os lugares de predileção da psoríase são os joelhos e cotovelos, couro cabeludo e região lombossacra - todos locais freqüentes de traumas (fenômeno de koebner).
Tipos de psoríase: psoríase em placas, psoríase invertida, psoríase em gotas, psoríase palmoplantar, psoríase pustulosa, psoríase eritrodemia e psoríase artropática.
O entendimento da psoríase é tão complexo que parece não uma doença, mas várias em uma só. Sendo assim imprevisível a sua evolução ou regressão.
Índice [esconder]
1 Cuidados
2 Formas de tratamento
2.1 Casos históricos
3 Ligações externas
[editar]Cuidados

A exposição moderada ao sol é considerada benéfica.
Infecções por vírus podem desencadear a psoríase. No doente com infecção pelo HIV, a pele sofre alterações negativas.
O estresse, na grande maioria dos pacientes, pode desencadear ou agravar a evolução da doença.
Drogas em geral, como o tabaco, o álcool, drogas injetáveis, betabloqueadores (anti-hipertensivos), antimaláricos e alguns antiinflamatórios e analgésicos devem ser evitadas.
Deve-se evitar variações climáticas bruscas e informar sempre sua doença e que remédios utiliza quando em consulta médica ou odontológica para que cuidados sejam tomados pelo profissional.
Vários tipos de alívios temporários estão disponíveis e sua eficácia varia de um paciente para outro.
A psoríase não tem um curso previsível, cada caso tem o seu próprio curso. É uma doença crônica, para toda a vida e o paciente deve aprender a conviver adequadamente com a doença, controlando-a de forma a levar sua vida normalmente.
[editar]Formas de tratamento

Tópicos: pomadas, banhos sobre a pele.
Fototerapias: luz ultravioleta.
Fitoterapias: Topidrate, Psorial
Sistêmicos: via oral, injeções (também chamados internos).
Tratamento com medicamentos imunobiológicos
Limpeza por peixes.
Tratamento combinados - tópicos + terapias + internos.
Psicoterapia.
Balneoterapia: banhos, barros, etc.
Climaterapia.
Acupuntura também ajuda no processo de cura desta, pois relaxa e alivia o estresse.
Cloreto de Magnésio [1]
[editar]Casos históricos
Rei Henrique IV de Inglaterra
Jean-Paul Marat, cientista, médico, jornalista e revolucionário francês.

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Artrite e Artrose no Programa Bem Estar
Dor compartilhada é Dor Diminuída
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Atividades simples e corriqueiras, como abrir um pote, podem se tornar bastante complicadas para quem sofre de artrite ou artrose, doenças capazes de atingir as articulações do corpo todo. As causas muitas vezes são genéticas, mas no caso da artrose … Continuar lendo →
Medicamento Biológico para o Tratamento da Artrite Reumatoide
Tratamento avançado para artrite reumatoide custa R$ 51 mil Vídeo exclusivo do Programa Bem Estar de 24/04/2012 sobre Artrite e Artrose. Fonte: http://g1.globo.com/bem-estar/videos/t/edicoes/v/exclusivo-na-web-tratamento-avancado-para-artrite-reumatoide-custa-r-51-mil/1917864/ Scridb filter
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sexta-feira, 13 de abril de 2012

7 comorbidades relacionadas com a fibromialgia

7 comorbidades relacionadas com a fibromialgia
Se você tem essa condição de dor crônica, aqui estão outros sete problemas de saúde que podem estar relacionados com a fibromialgia. Com base em pesquisas internacionais, a incidência da fibromialgia é de 1 a 5% na população em geral. Nos serviços de Clínica Médica, essa freqüência é em torno de 5 % e nos pacientes hospitalizados, 7.5%. Na Clínica Reumatológica, por sua vez, essa síndrome é detectada entre 14% dos atendimentos. No Brasil, alguns trabalhos falam a favor de uma prevalência em torno de 10% da população e salientam a influência de fatores sócio econômicos no aparecimento da doença.
A fibromialgia é mais freqüente no sexo feminino, que corresponde a 80% dos casos. Em média, a idade do seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os sintomas de dor, fadiga e distúrbios do sono tendem a instalar-se lentamente na vida adulta, no entanto, 25% dos casos referem apresentar estes sintomas desde a infância.
“Além dos sintomas já mencionados, as pessoas acometidas pela fibromialgia também são mais propensas do que a população em geral a desenvolver outras condições dolorosas, que destacamos a seguir”, afirma o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.
Enxaqueca -Um número significativo de pessoas com fibromialgia também relata ter enxaquecas e / ou dores de cabeça tensionais. "Um distúrbio no cérebro afeta a produção de substâncias químicas – serotonina e noradrenalina – que desempenham um papel importante na causa das dores de cabeça e da fibromialgia. Os antidepressivos que atuam sobre essas substâncias químicas do cérebro podem aliviar a dor da enxaqueca e a fibromialgia", explica o médico.
Doenças auto-imunes: até um quarto das pessoas com doenças inflamatórias auto-imunes – incluindo artrite reumatoide (AR), lúpus, síndrome de Sjögren e espondilite anquilosante – também experimenta os sintomas da fibromialgia. “A natureza exata desta conexão ainda não é compreendida. A fibromialgia não é uma doença inflamatória, mas algumas pesquisas sugerem que a artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias podem, de alguma forma, aumentar o risco para a fibromialgia”, explica o diretor do Iredo.
Pernas inquietas -Insônia e outros problemas do sono são comuns em pacientes com fibromialgia. A Síndrome das Pernas Inquietas – impulso irresistível de mover as pernas quando em repouso – pode ser até 11 vezes mais comum em pessoas com fibromialgia do que naquelas que não apresentam a doença. “O link entre as duas doenças ainda não é totalmente compreendido, mas muitos tratamentos de fibromialgia também atuam na melhora da Síndrome das Pernas Inquietas”, informa Lanzotti.
Síndrome do intestino irritável-A Síndrome do Intestino Irritável é marcada por cólicas abdominais e crises de constipação e / ou diarréia. O número de pessoas afetadas por essa síndrome alcança 10-20% da população em países europeus ou nos Estados Unidos. Entre os que procuram atendimento médico, a maioria são mulheres, geralmente no final da adolescência ou antes dos 30 anos Entre 30 e 70% das pessoas com fibromialgia também apresentam a doença. "Assim como a fibromialgia, a Síndrome do Intestino Irritável é uma síndrome de dor. Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico para ambas as condições”, conta o reumatologista.
Dor pélvica -Pessoas com fibromialgia são mais propensas a relatar dor pélvica, irritabilidade na bexiga e cólicas menstruais. “Alguns dos medicamentos que aliviam os sintomas da fibromialgia também pode aliviar essas outras dores. Mais pesquisas são necessárias para entender como essas condições de dor estão relacionadas com a fibromialgia”, informar o diretor do Iredo.
Depressão e ansiedade -Mais da metade das pessoas com fibromialgia também tem problemas mentais ou emocionais, como depressão e ansiedade, em algum momento de suas vidas. "É mais ou menos uma relação causal. O déficit de serotonina e norepinefrina está envolvido em ambos os transtornos de humor e dor. Muitos medicamentos usados ??para tratar a fibromialgia também são antidepressivos”, informa Lanzotti.
Obesidade-"A obesidade e a fibromialgia compartilham uma relação complicada, que não podemos ignorar. Muitas pessoas com fibromialgia levam vidas sedentárias, devido à sua dor crônica, e a falta de atividade física regular aumenta o seu risco de sobrepeso ou obesidade. Ao mesmo tempo, estar acima do peso ou obeso provoca mais estresse mecânico sobre as articulações, o que pode causar mais dor e agravar a fibromialgia", diz o médico.
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=199208

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